- Coreia do Sul estuda liberar ETFs de Bitcoin à vista
- Regulador sul-coreano avalia riscos dos ETFs de criptomoedas
- Stablecoins em dólares preocupam autoridades da Coreia do Sul
A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da Coreia do Sul está elaborando um plano detalhado para viabilizar a criação de fundos negociados em bolsa (ETFs) baseados em criptomoedas à vista, com destaque para o Bitcoin. A proposta, ainda em fase de preparação, deverá ser apresentada no segundo semestre deste ano.
Durante uma recente atualização de políticas ao Comitê de Planejamento de Assuntos de Estado, o órgão regulador destacou que a medida busca avaliar impactos como riscos à estabilidade financeira e exposição dos investidores. O foco da FSC também inclui o desenvolvimento de infraestrutura adequada para o lançamento, gestão e supervisão dos ETFs de ativos digitais.
NEW: 🇰🇷 South Korea’s Financial Services Commission is creating a roadmap for launching Bitcoin spot ETFs, per Herald Economy. pic.twitter.com/sFjuHj7Iun
— Bitcoin News (@BitcoinNewsCom) June 19, 2025
Essa abordagem segue as promessas de campanha do presidente Lee Jae-myung, que defendeu a legalização da emissão e negociação de ETFs vinculados ao Bitcoin, além de outros produtos financeiros lastreados em criptomoedas.
Paralelamente à iniciativa dos ETFs, o regulador avança na segunda etapa da legislação local sobre ativos digitais. A nova fase se concentrará em regras para listagem de tokens, padrões de divulgação, combate a práticas de mercado desleais e melhorias na governança das exchanges.
Um dos eixos centrais da proposta é o alinhamento das regras de stablecoins aos padrões internacionais. A FSC tem se mostrado especialmente cautelosa com a expansão de stablecoins lastreadas em dólar no mercado interno, que, segundo o presidente do Banco da Coreia, Lee Chang-yong, podem gerar maior demanda por dólares e provocar efeitos macroeconômicos negativos sobre o won.
Outro ponto de atenção está na revisão das taxas cobradas pelas principais exchanges do país, como Upbit, Bithumb e Coinone. A FSC pretende analisar a transparência dessas cobranças e as políticas de redução voluntária de taxas, como parte de um esforço mais amplo para proteger usuários e fortalecer a confiança no ecossistema de criptomoedas da Coreia do Sul.














