- Bitmain transfere produção para os EUA por causa de tarifas
- Empresas chinesas dominam 90% das máquinas de mineração BTC
- Hashrate dos EUA alcança recorde com apoio de mineradoras
Os três maiores fabricantes de equipamentos de mineração de Bitcoin da China — Bitmain, Canaan e MicroBT — estão reestruturando suas operações e transferindo parte da produção para os Estados Unidos. A movimentação surge como resposta direta às recentes medidas tarifárias implementadas pelo ex-presidente Donald Trump, que retornou ao cargo com uma agenda voltada à redução da dependência tecnológica externa.
China’s top Bitcoin mining rig makers, Bitmain, Canaan, and MicroBT, now produce in the U.S. to avoid Trump-era tariffs. Together controlling over 90% of the global market, they’ve shifted strategy to protect margins and bypass trade penalties. pic.twitter.com/WXtc7zLjfh
— CryptoTvplus (@Cryptotvplus) June 18, 2025
A Bitmain, líder do setor, iniciou sua produção nos EUA ainda em dezembro, logo após o resultado das eleições. Já a Canaan está conduzindo testes iniciais com foco na viabilidade de expandir sua operação americana. Um executivo da empresa afirmou que esse movimento é parte de uma “avaliação de longo prazo”.
A MicroBT, por sua vez, confirmou que desenvolve um plano de localização para mitigar riscos tarifários e preservar sua posição nos mercados ocidentais. Juntas, as três companhias chinesas são responsáveis por mais de 90% dos equipamentos utilizados globalmente para minerar Bitcoin. Essas máquinas realizam os cálculos necessários para validar transações e manter a segurança da rede por meio do protocolo de prova de trabalho.
Ao estabelecer fábricas nos Estados Unidos, as empresas visam reduzir o impacto das tarifas alfandegárias, ao mesmo tempo em que buscam manter competitividade frente aos fabricantes locais. No entanto, a presença dessas companhias em território americano também pode gerar preocupações entre reguladores, considerando o histórico de tensões em setores estratégicos envolvendo capital chinês.
Paralelamente, o poder computacional das mineradoras norte-americanas segue em expansão. Dados divulgados em 17 de junho por Mathew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da VanEck, revelam que a taxa de hash combinada das mineradoras listadas em bolsa nos EUA atingiu 31,6% da capacidade global — um novo pico histórico.
Essa participação representa um crescimento expressivo frente aos 21% registrados em abril de 2024, reforçando o avanço dos EUA como polo de mineração de criptomoedas, agora impulsionado também pela presença estratégica de gigantes asiáticos.














