- Inflação nos EUA desacelera em maio, aliviando mercados
- Índice de Preços ao Consumidor sobe apenas 0,1% no mês
- Alta anual do núcleo do IPC se mantém em 2,8%
O relatório mais recente sobre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta quarta-feira (11) aponta um ritmo mais contido da inflação nos Estados Unidos, com impacto direto sobre os ativos financeiros, incluindo criptomoedas. Os dados de maio mostram que o IPC subiu 0,1% em relação a abril, abaixo da expectativa de 0,2% projetada por economistas.
Na comparação anual, o IPC avançou 2,4%, ligeiramente acima dos 2,3% registrados em abril, mas ainda em patamar considerado moderado. O chamado núcleo da inflação, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, aumentou 2,8% em doze meses — valor igual ao do mês anterior —, enquanto a alta mensal ficou em apenas 0,1%, também inferior à estimativa de 0,3%.
A redução dos preços em categorias como carros novos, veículos usados e vestuário foi determinante para conter o avanço da inflação. Essas quedas de preço são observadas como reflexo direto das tarifas comerciais anteriormente anunciadas pelo governo Trump, mas que foram parcialmente revertidas nas semanas seguintes.
Segundo Joe Brusuelas, economista-chefe da RSM, “não estamos vendo muito repasse, se é que vemos algum, das tarifas”, ao comentar a queda de 0,3% nos preços de veículos novos e de 0,5% nos usados. Ele destaca que a reação do mercado foi mais contida do que o esperado, ainda que não descarte ajustes futuros por parte das empresas.
Esse arrefecimento nas pressões inflacionárias ocorre em um momento sensível para os investidores, que seguem atentos à política monetária do Federal Reserve. A expectativa de que uma inflação mais contida reduza a necessidade de novos aumentos de juros pode influenciar diretamente o apetite por ativos de risco, incluindo o mercado de criptomoedas.
Com a divulgação dos dados, ativos como o Bitcoin, que já vinham apresentando alta, podem encontrar impulso adicional. Para muitos analistas, esse tipo de alívio inflacionário tende a favorecer ativos alternativos diante da perspectiva de uma política monetária menos restritiva.












