- Jamie Dimon diz que EUA não devem acumular Bitcoin
- CEO do JPMorgan defende estoques militares e terras raras
- Reserva de Bitcoin dos EUA segue em estágio inicial
Durante participação no Fórum Econômico Nacional Reagan, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, criticou abertamente a proposta de incluir Bitcoin nos estoques estratégicos dos Estados Unidos. Para o executivo, o foco do governo deveria estar na segurança nacional, priorizando armas, tanques, drones e terras raras em vez de ativos digitais.
“Não deveríamos estar acumulando bitcoins”, afirmou Dimon durante um painel de discussão. Segundo ele, os estoques militares norte-americanos estariam em níveis críticos, com suprimentos insuficientes de mísseis e outros equipamentos essenciais. Essa condição, segundo o CEO, representa um risco direto à prontidão militar do país.
🎯JUST IN: JPMorgan CEO Jamie Dimon speaks out AGAINST the 🇺🇸U.S. Government amassing #Bitcoin reserves.
“We shouldn’t be stockpiling bitcoins… We should be stockpiling guns, bullets, tanks, planes, drones, you know, rare earths.”
Source: Fox News pic.twitter.com/CNg9q9nI6i
— CryptosRus (@CryptosR_Us) May 31, 2025
As declarações vêm em resposta à ordem executiva assinada em março pelo ex-presidente Donald Trump, que estabelece uma reserva de Bitcoin como ativo estratégico, em moldes semelhantes ao ouro ou petróleo. A medida busca fortalecer a economia e proteger a estabilidade do dólar, conforme indicam os conselheiros de criptoativos da campanha de Trump, Bo Hines e David Sacks.
Apesar das críticas de Dimon, o interesse institucional pelo Bitcoin continua em crescimento. A senadora Cynthia Lummis apresentou o Bitcoin ACT, projeto de lei que estabelece diretrizes formais para a acumulação de Bitcoin por parte do governo. O texto aguarda análise na Comissão de Bancos do Senado.
A postura de Dimon segue uma linha crítica histórica ao Bitcoin. No passado, comparou a criptomoeda à bolha das tulipas e chegou a declarar que demitiria qualquer funcionário do JPMorgan flagrado negociando o ativo. No entanto, mais recentemente, a instituição financeira liberou a compra de Bitcoin para seus clientes, ainda que sem oferecer serviços de custódia.
Outros bancos de investimento, como Morgan Stanley e Goldman Sachs, também se movimentam em direção ao setor de criptoativos. O Morgan Stanley planeja incluir negociação de Bitcoin e Ether na plataforma E-Trade a partir de 2026, enquanto clientes já têm acesso a ETFs vinculados ao mercado de criptomoedas.













