- PIB dos EUA cai e reforça cautela sobre taxa de juros
- Inflação persiste e limita cortes, segundo dados do Fed
- Bitcoin permanece estável
A economia dos Estados Unidos registrou uma leve contração anualizada de 0,2% no primeiro trimestre de 2025, segundo a segunda estimativa divulgada pelo Bureau of Economic Analysis. Esse desempenho revisado reforça os sinais de desaceleração na atividade econômica, em meio a uma inflação ainda persistente.
As vendas finais ajustadas pela inflação caíram 2,9%, refletindo uma retração nos gastos das famílias, que cresceram apenas 1,2%. As compras de bens recuaram, enquanto o setor de serviços se manteve relativamente estável. Importações mais caras, devido às tarifas, reduziram em quase 1,5 ponto percentual o Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o relatório.
Em paralelo, o Bitcoin apresentou leve oscilação de -0,4% após a divulgação dos dados, mas continuou estável, demonstrando resiliência mesmo com os sinais de enfraquecimento da economia americana.
Os lucros corporativos sofreram queda de 3,6%, interrompendo uma sequência de dois anos de crescimento contínuo. Investimentos em equipamentos e estruturas ficaram praticamente inalterados, sugerindo que empresas estão adotando uma postura mais conservadora para preservar o caixa.
No mercado de trabalho, os pedidos iniciais de seguro-desemprego atingiram 240 mil na semana encerrada em 24 de maio, com os pedidos contínuos chegando a 1,919 milhão. Esses dados indicam uma desaceleração nas contratações, embora ainda não haja uma onda generalizada de demissões.
O índice de preços do PIB subiu 3,7% e o núcleo de gastos com consumo pessoal avançou 3,4%, ambos bem acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve. Esse cenário de inflação elevada, mesmo diante da retração na produção, reduz o espaço para cortes na taxa básica de juros no curto prazo.
As expectativas futuras apontam para um crescimento mais moderado no segundo trimestre, com o modelo do Fed de Atlanta estimando uma expansão de 2,2%. No entanto, essa projeção tem diminuído, aumentando o risco de uma desaceleração prolongada caso as demissões se intensifiquem ou os gastos dos consumidores continuem fracos.














