- FBI apreende criptomoedas usadas em ataques de ransomware
- Malware Qakbot já infectou mais de 700 mil sistemas
- Operação Endgame mira redes como Qakbot e LockBit
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou a acusação contra Rustam Gallyamov, um cidadão russo apontado como o líder da rede criminosa cibernética responsável pelo malware Qakbot. A ofensiva das autoridades resultou na apreensão de mais de US$ 24 milhões em criptomoedas, provenientes de atividades ilícitas ligadas a ransomware.
De acordo com os promotores, a operação coordenada fez parte de uma ação internacional chamada Operação Endgame, que envolveu agências de segurança de países como França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Dinamarca e Holanda. O objetivo é desmantelar redes de cibercriminosos conectados a softwares maliciosos como Qakbot, LockBit e Tornado Cash.
Gallyamov é acusado de operar o Qakbot desde 2008. O malware foi utilizado para comprometer mais de 700 mil computadores globalmente, facilitando ataques de ransomware realizados por grupos como REvil, Black Basta e Conti. O hacker russo recebia uma parte dos valores extorquidos das vítimas, o que gerou uma movimentação financeira significativa em criptoativos.
Entre as vítimas dos ataques estão desde clínicas odontológicas na Califórnia até empresas de tecnologia no Nebraska e indústrias no Canadá. Mesmo após a queda da botnet Qakbot em agosto de 2023 — que levou à apreensão de mais de 170 Bitcoins e milhões em stablecoins como USDT e USDC — Gallyamov teria continuado suas atividades usando novas táticas de invasão, incluindo os chamados ataques de “bomba de spam”.
O FBI reforçou seu posicionamento com declarações firmes. “As acusações anunciadas hoje exemplificam o compromisso do FBI em responsabilizar implacavelmente indivíduos que têm como alvo americanos e exigem resgate, mesmo quando vivem do outro lado do mundo”, afirmou Akil Davis, diretor assistente do escritório do FBI em Los Angeles.
Com a mais recente apreensão de 30 Bitcoins e US$ 700 mil em USDT, as autoridades norte-americanas também abriram um processo de confisco civil com o objetivo de devolver os fundos obtidos ilicitamente às vítimas dos ataques. Caso condenado, Gallyamov poderá enfrentar até 25 anos de prisão em uma penitenciária federal.














