- ETFs de Bitcoin lideram com US$ 934 milhões em um dia
- Ethereum registra maior entrada desde fevereiro com US$ 110 milhões
- IBIT da BlackRock impulsiona fluxo acumulado em 2024
Os ETFs à vista de Bitcoin e Ethereum negociados nos Estados Unidos atraíram entradas líquidas combinadas de US$ 1,05 bilhão na quinta-feira (23), marcando o maior volume diário desde janeiro, de acordo com dados do CoinGlass. O movimento coincide com a valorização recente do BTC e do ETH, ampliando a sequência positiva desses fundos no mercado de criptomoedas.
O IBIT, fundo de Bitcoin da BlackRock, se destacou com um fluxo de US$ 877,2 milhões no dia, enquanto os ETFs FBTC da Fidelity e ARKB da Ark Invest somaram US$ 48,7 milhões e US$ 8,9 milhões, respectivamente. Nenhum dos demais fundos de Bitcoin apresentou movimentação líquida na data.
Desde o início de sua operação em janeiro de 2024, os ETFs de Bitcoin já somam US$ 44,6 bilhões em entradas acumuladas. Somente nos últimos sete dias, foram US$ 3,2 bilhões adicionados, com um total de US$ 9,1 bilhões em 2024.
O IBIT, inclusive, entrou no grupo dos cinco maiores ETFs em fluxo anual, com mais de US$ 7,7 bilhões captados desde abril. O analista Eric Balchunas chamou o feito de “Full Pac-Man”, em alusão à dominância crescente da gestora no setor.
No mesmo dia, os ETFs de Ethereum registraram sua maior entrada líquida desde fevereiro, com US$ 110,5 milhões. Os destaques foram os fundos ETHE e ETH da Grayscale, que captaram US$ 43,7 milhões e US$ 18,9 milhões, respectivamente. O FETH da Fidelity somou US$ 42,2 milhões, seguido pelo ETHW da Bitwise com US$ 5,7 milhões. O ETHA da BlackRock, no entanto, não movimentou entradas.
O desempenho dos ETFs de Ethereum está em seu quinto dia seguido de saldo positivo, acumulando US$ 211,8 milhões no período. No ano, os fluxos líquidos totais desses produtos já somam US$ 61,9 milhões, com um acumulado desde o lançamento de US$ 2,7 bilhões.
“Os ingressos de ETFs foram excepcionalmente fortes ontem — ambos os números excederam significativamente as médias diárias recentes”, destacou Valentin Fournier, analista-chefe de pesquisa do BRN. Já Michael Harvey, da Galaxy, apontou que parte da demanda pode estar ligada à venda de ativos apreendidos por governos e ao lucro de investidores de varejo, embora compras institucionais estejam predominando.














