- MicroStrategy acumula 576 mil BTC com lucros não realizados
- Bitcoin ultrapassa US$ 110 mil e renova recorde histórico
- El Salvador também lucra milhões com valorização do BTC
O recente rali do Bitcoin colocou a MicroStrategy em evidência mais uma vez. A empresa liderada por Michael Saylor viu seus lucros não realizados ultrapassarem US$ 23 bilhões, após o BTC atingir um pico inédito de US$ 110.797 na Binance.
No total, a companhia detém 576.230 BTC adquiridos a um preço médio de US$ 69.749, o que representa cerca de 2,8% do suprimento total da criptomoeda. Com essa valorização, o valor de mercado dos ativos em Bitcoin da MicroStrategy chegou a US$ 63 bilhões, consolidando a posição da empresa como a maior detentora corporativa de BTC do mundo.
Esse salto nos preços foi impulsionado por uma combinação de fatores. Entre eles, destaca-se o progresso nas relações comerciais entre Estados Unidos e China, após o presidente Donald Trump indicar uma trégua temporária nas tarifas. O movimento abriu uma janela de 90 dias para renegociações, o que animou os mercados e elevou o sentimento de risco.
Além disso, a entrada contínua de capital institucional segue aquecida. Grandes empresas como Metaplanet e Twenty One Capital acompanham a estratégia da MicroStrategy, adotando o Bitcoin como ativo de longo prazo. O avanço nos ETFs de criptomoedas e uma postura mais branda de reguladores também contribuíram para alimentar o otimismo.
Governos que apostaram na criptomoeda também colhem resultados expressivos. El Salvador, que tornou o Bitcoin moeda legal em 2021, acumula lucros não realizados de aproximadamente US$ 386 milhões. Segundo o presidente Nayib Bukele, a carteira do país agora vale US$ 677 milhões.
They said, “Don’t take screenshots, take profits” 🤷🏻♂️ https://t.co/dEKP5Y4qzc pic.twitter.com/2lx8sPWBSJ
— Nayib Bukele (@nayibbukele) May 22, 2025
A nova máxima histórica do Bitcoin acontece na mesma semana em que se celebra o “Dia da Pizza de Bitcoin”. Em 22 de maio de 2010, um programador comprou duas pizzas por 10.000 BTC. Hoje, esse valor ultrapassaria US$ 1 bilhão, ilustrando a evolução do ativo ao longo de 15 anos.
A crescente adoção corporativa e os retornos bilionários reforçam a narrativa do Bitcoin como reserva de valor no portfólio institucional.












