- Galaxy Digital lista ações na Nasdaq após 1.320 dias
- Foco em criptomoedas e IA atrai investidores institucionais
- Tokenização de ações pode integrar ativos ao DeFi
A Galaxy Digital, empresa de serviços financeiros e investimentos focada em criptomoedas e inteligência artificial, iniciou sua negociação na Nasdaq na sexta-feira (17) sob o ticker GLXY. As ações estrearam cotadas a US$ 23,50 e rapidamente ultrapassaram os US$ 25, registrando um aumento de aproximadamente 15% no dia.
A listagem marca a conclusão de uma transição da Bolsa de Valores de Toronto para o mercado dos Estados Unidos, após um extenso processo regulatório de 1.320 dias junto à Securities and Exchange Commission (SEC). Segundo o CEO Mike Novogratz, a operação custou mais de US$ 25 milhões.
“Isso é mais do que apenas um marco corporativo”, afirmou Novogratz em comunicado. “É a concretização de uma aposta profundamente pessoal que fiz há mais de uma década, de que o sistema financeiro estava prestes a passar por uma transformação.”
Apesar de um prejuízo líquido de US$ 295 milhões no primeiro trimestre, causado pela retração no mercado de criptoativos, a empresa registrou um crescimento de 38% na receita bruta, alcançando US$ 12,9 bilhões no período.
Durante uma participação no programa Squawk Box, da CNBC, Novogratz comentou
que a exposição da Galaxy no Canadá era limitada, representando apenas “um trigésimo” da visibilidade esperada nos Estados Unidos. Ele também reforçou que o foco da empresa permanece dividido entre criptomoedas e inteligência artificial, definindo-as como “as duas áreas de crescimento mais empolgantes nos mercados”.
A Galaxy também está em diálogo com a SEC para explorar a tokenização de suas ações, com o objetivo de permitir sua negociação em blockchain. A proposta envolve a possibilidade futura de incluir ETFs, títulos e ações tradicionais em aplicações de finanças descentralizadas (DeFi), como empréstimos e negociações automatizadas.
A entrada da Galaxy Digital na Nasdaq acontece em um momento de aquecimento no setor de ativos digitais, com outras empresas como eToro, Circle e Kraken também se preparando para abrir capital nos EUA, aproveitando o ambiente regulatório mais acessível.














