- Senado pode votar projeto de lei sobre stablecoins
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O Senado dos Estados Unidos pode votar ainda em maio uma versão revisada da Lei GENIUS, proposta legislativa voltada à regulamentação das stablecoins. A expectativa foi compartilhada pela senadora Cynthia Lummis durante um evento organizado pela iniciativa Stand With Crypto. Segundo Lummis, uma votação até o Memorial Day, celebrado em 26 de maio, é considerada uma “meta justa”.
Ao lado da senadora democrata Kirsten Gillibrand e do CEO da Coinbase, Brian Armstrong, Lummis indicou que a nova versão do projeto ganhou força após alterações que excluíram cláusulas relacionadas ao ex-presidente Donald Trump e seu envolvimento com criptomoedas.
A tentativa anterior de avançar com a Lei GENIUS esbarrou em resistência de parlamentares, especialmente após o aumento do escrutínio sobre os lucros obtidos pela família Trump no setor cripto. De acordo com fontes próximas ao Congresso, os senadores envolvidos concluíram a redação do texto, removendo pontos que poderiam politizar o debate.
Durante sua fala no evento, Gillibrand ressaltou: “Estou muito otimista de que teremos uma votação em breve”. A senadora destacou que a nova versão apresenta avanços importantes em áreas como proteção ao consumidor, ética e salvaguardas em caso de falência.
Gillibrand também minimizou a importância de abordar diretamente os casos relacionados a Trump. Segundo ela, parte das práticas já se enquadra em ilegalidades existentes, tornando desnecessário sobrecarregar o projeto com temas éticos complexos.
“A finalidade real desse projeto é estabelecer regras claras para o mercado de stablecoins”, afirmou. “Se o objetivo fosse cobrir todas as questões éticas do presidente Trump, precisaríamos de um projeto separado, muito mais extenso.”
A discussão sobre o papel de figuras públicas em projetos de criptomoedas reacendeu o debate sobre conflitos de interesse. O CEO da Two Prime, Alexander Blume, observou que o envolvimento financeiro de Trump em criptomoedas tende a gerar reações intensas, e relembrou que presidentes, tradicionalmente, abrem mão de controle sobre ativos antes de assumirem o cargo — algo que Trump se recusou a fazer.














