- Tokenização de stablecoins reforça dominância do Ethereum
- Layer 2 institucional aumenta demanda por ETH
- Reversão de posições vendidas impulsiona preço do ETH
O Ethereum registrou uma expressiva valorização de quase 100% desde os patamares de abril, sendo 65% apenas nos últimos 30 dias, alcançando a marca dos US$ 2.750. Apesar de ter ficado para trás em relação ao Bitcoin e a criptomoedas da camada 1 neste ciclo, analistas da Bernstein apontam três fatores centrais para a recuperação do ETH.
O primeiro está relacionado à crescente adoção das stablecoins e da tokenização de ativos. A Stripe adquiriu a plataforma de stablecoins Bridge por US$ 1,1 bilhão e a Meta voltou a considerar iniciativas no setor. Esse movimento reacende o foco nas blockchains de base, e o Ethereum lidera esse segmento, com 51% do fornecimento de stablecoins em circulação.
Além disso, gestoras como BlackRock e Franklin Templeton estão investindo pesado na tokenização de ativos do mundo real, mercado já avaliado em mais de US$ 22 bilhões. O Ethereum tem sido a principal rede utilizada nesses projetos, fortalecendo seu papel como infraestrutura para aplicações institucionais.
O segundo fator envolve o crescimento das soluções de Layer 2. Redes como a Base, desenvolvida pela Coinbase, arrecadaram cerca de US$ 84 milhões em receita anual. Segundo os analistas, isso demonstra como essas soluções estão sendo incorporadas por corretoras e serviços financeiros, aumentando a utilidade do Ethereum como meio de liquidação e execução de contratos inteligentes.
Outro exemplo citado é a Robinhood, que adquiriu a WonderFi, operadora de uma Layer 2 construída sobre o Ethereum. Com isso, há uma expectativa de que ações tokenizadas possam ser oferecidas diretamente nessas redes, aumentando a demanda por ETH como gás e ativo de liquidação.
Por fim, a reversão das posições vendidas também teve papel relevante. Fundos de hedge que anteriormente mantinham estratégias delta-neutras — comprando BTC ou SOL e vendendo ETH — vêm abandonando esse posicionamento. Com a narrativa se voltando para adoção institucional e utilidade prática, o Ethereum deixou de ser visto como o elo fraco das principais criptomoedas.
Esse movimento, segundo os analistas, também beneficia corretoras e plataformas de negociação, já que o retorno da liquidez para ativos além do Bitcoin estimula o engajamento do varejo e o aumento dos volumes transacionados.














