- ETF de TRX pode incluir recurso de staking
- Canary Capital escolhe BitGo como custodiante
- SEC avalia inclusão de staking em ETFs cripto
A gestora de investimentos Canary Capital protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) um pedido para lançar um fundo negociado em bolsa (ETF) vinculado ao token TRX da Tron. Nomeado como Canary Staked TRX ETF, o produto busca se destacar ao incorporar o recurso de staking em sua estrutura.
Conforme descrito no Formulário S-1 submetido à SEC, o fundo tem como proposta rastrear o preço à vista do TRX, utilizando como referência os cálculos fornecidos pela CoinDesk Indices. Parte dos ativos será alocada em staking por meio de provedores terceirizados, sendo a BitGo a responsável pela custódia dos tokens.
Ainda não foram divulgados o ticker oficial do ETF nem a taxa de administração.
A estratégia adotada pela Canary Capital segue uma tendência recente de tentar incluir o staking em produtos financeiros voltados para criptomoedas. Anteriormente, pedidos semelhantes haviam sido realizados para ETFs de Ethereum à vista. No entanto, os emissores optaram por remover a funcionalidade de staking nas versões finais, com o objetivo de aumentar as chances de aprovação pela SEC durante a gestão de Gary Gensler, que demonstrava forte resistência a essa modalidade.
A nomeação de Paul Atkins, visto como mais aberto ao mercado de criptomoedas, reacendeu o otimismo entre as gestoras. A Grayscale, por exemplo, aguarda uma decisão da SEC sobre sua solicitação para permitir staking nos produtos Grayscale Ethereum Trust ETF (ETHE) e Grayscale Ethereum Mini Trust ETF (ETH), protocolada em fevereiro deste ano. A decisão sobre esse pedido foi recentemente adiada.
A inclusão do staking em ETFs tem sido vista como um passo importante para ampliar o acesso institucional a estratégias mais complexas de geração de rendimento com criptomoedas, especialmente em redes como a Tron, que possuem sistemas de delegação de staking amplamente utilizados.














