- Fed descarta intervenção no mercado de títulos
- Powell reafirma estabilidade mesmo com volatilidade
- Taxa de juros só muda com mais clareza econômica
Durante uma fala no Clube Econômico de Chicago, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou de forma direta que a autoridade monetária não pretende oferecer suporte imediato ao mercado diante da recente volatilidade provocada pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
O ponto mais marcante do discurso ocorreu quando Raghuram Rajan, professor da Universidade de Chicago, questionou se haveria uma “opção de venda do Fed” no mercado acionário. A resposta de Powell foi categórica: “Vou dizer não”.
Powell reconheceu a instabilidade atual, mas destacou que os mercados financeiros estão operando “como seria de se esperar em um período de alta incerteza”. Ele descartou qualquer necessidade de intervenção de curto prazo no mercado de títulos, indicando que, apesar da alta nos rendimentos da dívida de longo prazo, o funcionamento do sistema continua adequado.
A resposta direta de Powell reduziu as expectativas de que o Fed pudesse agir para conter a instabilidade, mesmo com os mercados ainda reagindo a desenvolvimentos considerados “historicamente únicos”. Ele reforçou que os mercados permanecem organizados, o que diminui a urgência de um suporte monetário.
Além disso, o presidente do Fed também frustrou tanto os investidores quanto o governo dos EUA ao não apresentar sinais de corte na taxa de juros. A expectativa era que Powell demonstrasse disposição para reduzir os juros como forma de compensar os possíveis impactos das novas tarifas sobre a economia — tanto em relação ao crescimento quanto à inflação.
Contudo, Powell afirmou que o banco central “esperará por maior clareza” antes de considerar ajustes. A projeção do Fed é que as tarifas possam gerar uma inflação mais alta e um crescimento econômico mais fraco, mas, por ora, a postura permanece cautelosa.














