- Bitcoin atinge mínima de US$ 86 mil
- Pressão sobre criptos reflete incertezas econômicas
- Preços de imóveis nos EUA continuam em alta
As bolsas de valores dos Estados Unidos estão enfrentando uma terça-feira volátil, evidenciando a influência de renovadas ameaças tarifárias anunciadas pelo presidente Donald Trump e um possível aperto nas restrições comerciais com a China. Esses fatores contribuíram para uma atmosfera de cautela entre os investidores, afetando as expectativas de futuros cortes nas taxas de juros.
O índice Nasdaq Composite, focado em tecnologia, recuou modestamente em 0,3%, uma continuação da tendência de queda observada na segunda-feira. O S&P 500, por sua vez, caiu 0,6%, enquanto o Dow Jones Industrial Average apresentou um leve aumento de 0,4%.
No entanto, a maior turbulência foi registrada no mercado de criptomoedas, particularmente com o Bitcoin, que viu seu valor despencar para abaixo de US$ 90.000 pela primeira vez desde novembro.
Na terça-feira, o preço do Bitcoin atingiu a marca preocupante de aproximadamente US$ 86.500, seu menor valor desde 15 de novembro, configurando um cenário de alerta para investidores e analistas do setor. “A queda abrupta do Bitcoin é um reflexo direto das incertezas macroeconômicas atuais,” comentou um analista do mercado.

Paralelamente, o Ether, segunda maior criptomoeda em valor de mercado, também enfrentou uma desvalorização significativa, caindo até 10% para um valor inferior a US$ 2.350. Empresas ligadas ao universo das criptomoedas, como a Coinbase e a MicroStrategy, sentiram o impacto dessas movimentações, sofrendo pressões adicionais ao longo do dia.
Em outro setor da economia, o mercado imobiliário dos EUA mostrou sinais de aquecimento, com um aumento acelerado nos preços das casas em dezembro.
O Índice Nacional de Preços de Imóveis S&P Case-Shiller registrou uma alta de 3,9% em relação ao ano anterior, um incremento notável comparado ao crescimento de 3,7% observado em novembro. Esse crescimento contínuo, que alcançou um recorde no décimo nono mês consecutivo, ocorre em um contexto de taxas de hipoteca estáveis, rondando os 7%, o que representa um desafio adicional para os compradores de imóveis.












