- Solmate enfrenta processo por supostas violações fiduciárias.
- Acionista critica gestão da tesouraria da Solana.
- Ações SLMT ampliam pressão sobre conselho administrativo.
A Solmate Infrastructure, empresa focada em gestão de tesouraria da Solana e listada na Nasdaq sob o código SLMT, tornou-se alvo de uma disputa judicial envolvendo seu maior acionista externo. A ação foi apresentada na Suprema Corte do Estado de Nova York pela RBCH, afiliada ao investidor Viktor Fischer, fundador e CEO da RockawayX.
A RBCH, que detém cerca de 22,74% da Brera Holdings, controladora da Solmate, acusa executivos e membros do conselho de administração de descumprimento de deveres fiduciários, falta de transparência e adoção de medidas que teriam favorecido interesses pessoais em detrimento dos acionistas.
Segundo Fischer, a empresa vem apresentando resultados muito abaixo das expectativas do mercado. “A Solmate está apresentando um desempenho muito abaixo do esperado”, afirmou. “Está sendo negociada com um desconto de 50% em relação ao seu valor patrimonial líquido. O problema é que a empresa é mal administrada e o conselho atual está agindo em benefício próprio.”
O processo surgiu após a rejeição de uma proposta de aquisição da Brera por parte da Forward, uma das maiores gestoras ligadas ao ecossistema Solana. A oferta previa um prêmio de aproximadamente 30% para os acionistas, mas foi recusada pelo conselho.
Entre as principais acusações estão contratos de consultoria considerados excessivos e concessões de benefícios a integrantes da administração. A RBCH afirma que, logo após uma captação privada de US$ 300 milhões realizada em 2025, cinco membros da liderança receberam warrants equivalentes a cerca de 10,7% do capital da companhia, além de uma remuneração anual vinculada aos ativos sob gestão.
Outra alegação envolve vendas de ações realizadas por membros da administração logo após a operação financeira. De acordo com a ação judicial, essas negociações teriam ocorrido enquanto investidores da rodada permaneciam impedidos de vender seus papéis.
O caso também questiona um contrato de consultoria avaliado em US$ 6 milhões com uma empresa ligada a integrantes do conselho, além da criação de novos cargos executivos acompanhados de bônus e remunerações adicionais.
“Nem sequer sabemos o valor, porque eles não o divulgaram como deveriam. Portanto, tudo isso é autonegociação”, disse Fischer.
Um dos pontos centrais da disputa envolve a emissão de 2,298 milhões de ações Classe B para o CEO Ron Sade e a conselheira Keren Maimon. Segundo a ação, os papéis foram adquiridos a US$ 4,97 por ação, valor significativamente inferior ao patrimônio líquido estimado da companhia na época.
A RBCH argumenta que a operação diluiu a participação dos demais acionistas em aproximadamente 20% e transferiu milhões de dólares em valor econômico para os beneficiários da emissão.
“Solicitamos uma assembleia geral extraordinária porque isso é ilegal”, disse Fisher. “Então, dissemos que os acionistas precisam votar para destituí-los.”
Além da anulação dessa emissão de ações, a ação judicial busca recuperar valores considerados indevidos e impedir que os papéis recém-emitidos sejam utilizados na próxima assembleia geral anual da empresa.
Enquanto isso, a Brera sustenta que as acusações estão relacionadas a interesses comerciais frustrados e rejeita as alegações apresentadas pela RBCH. As ações da SLMT encerraram o pregão com queda próxima de 6%, sendo negociadas a US$ 5,34, ampliando a pressão sobre a empresa ligada ao ecossistema Solana.












