- Tokenização de ativos enfrenta disputa judicial por patentes
- Securitize nega violação em produtos de criptos
- tZERO pressiona por direitos sobre infraestrutura digital
A Securitize, empresa voltada à tokenização de ativos do mundo real, iniciou uma ação judicial contra a tZERO em um tribunal federal dos Estados Unidos. O objetivo é obter uma decisão que confirme que seus produtos não infringem patentes registradas pela rival, após receber acusações formais de violação envolvendo soluções ligadas ao mercado de criptos.
O processo foi apresentado no Tribunal Distrital de Delaware e acusa a tZERO de sustentar “reivindicações de patentes sem mérito”. Segundo a Securitize, a iniciativa da concorrente representa uma tentativa de pressionar empresas bem-sucedidas no setor, em vez de competir diretamente no mercado de tokenização.
A disputa começou após a tZERO enviar uma notificação extrajudicial, alegando que os produtos DS Protocol e Vault Registrar estariam infringindo duas patentes relacionadas a tokens de segurança autoexecutáveis e sistemas de integração com criptomoedas. A empresa também teria exigido a interrupção da oferta dessas soluções, além de estabelecer um prazo para resposta sob ameaça de medidas legais.
Na ação, a Securitize rebate os argumentos ao afirmar que seus produtos não incluem elementos essenciais cobertos pelas patentes mencionadas. Entre os pontos destacados estão a ausência de funcionalidades como execução direta de negociações e mecanismos de assinatura de transações, considerados centrais nas alegações da tZERO.
A empresa também sustenta que a movimentação judicial da concorrente reflete pressões internas, especialmente de acionistas interessados em monetizar o portfólio de patentes. Para a Securitize, esse tipo de abordagem busca gerar receita por meio de disputas legais, em vez de inovação e crescimento no setor de criptos.
Em comunicado divulgado na rede social X, a empresa reforçou sua posição ao afirmar: “As alegações da tZERO são infundadas e contrariam o espírito de jogo limpo que define o nosso setor da melhor forma”. A Securitize acrescentou ainda: “Defenderemos vigorosamente a nossa posição contra essas e quaisquer outras alegações sem fundamento.”
Com a ação, a empresa solicita uma declaração formal de não violação, além de uma liminar que impeça a tZERO de continuar utilizando essas patentes como base para futuras acusações contra seus produtos.












