- Preço do petróleo cai após acordo EUA-Irã
- Estreito de Ormuz deve retomar fluxo global
- Mercados acompanham impacto no petróleo e Bitcoin
Os preços do petróleo registraram forte queda neste domingo após declarações do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que Washington e a República Islâmica do Irã concluíram um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de energia.
A reação do mercado foi imediata. Os contratos futuros do petróleo Brent recuaram 4,8%, sendo negociados a US$ 80,80 por barril. Já o petróleo bruto dos Estados Unidos caiu 3,9%, alcançando US$ 83,89 por barril durante as negociações.
Em publicação na rede Truth Social, Trump anunciou que as negociações chegaram ao fim e afirmou que o corredor marítimo será reaberto sem cobrança de pedágios. Segundo o presidente, os Estados Unidos também encerrarão o bloqueio naval imposto ao Irã.
“O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído”, disse Trump.
Na mesma mensagem, o presidente acrescentou: “Navios do mundo, liguem seus motores”. “Que o petróleo flua!”
Posteriormente, Trump informou que a abertura oficial do estreito está prevista para sexta-feira, data marcada para a cerimônia de assinatura do acordo de paz na Suíça.
“Com a abertura do Estreito após a assinatura do Acordo na sexta-feira, para fins de remoção de minas, o petróleo voltará a fluir em ambas as extremidades para a região e para o mundo!”, disse ele.
O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do transporte marítimo de petróleo. Antes da redução drástica no tráfego observada no início de março, cerca de 20% da oferta mundial da commodity passava pela região. Os ataques iranianos e as restrições ao trânsito de navios provocaram uma das maiores interrupções no fornecimento global de petróleo já registradas.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador nas negociações, afirmou que Estados Unidos e Irã concordaram com o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.
“Gostaríamos de agradecer aos Estados Unidos da América e à República Islâmica do Irã por seu compromisso em encontrar uma solução diplomática para o conflito”, disse Sharif.
A expectativa de normalização do tráfego marítimo também ganhou força após declarações de Lars Barstad, CEO da Frontline. Na semana passada, o executivo afirmou acreditar que a circulação de petroleiros voltaria rapidamente caso fosse alcançado um entendimento confiável entre Washington e Teerã.
“Na verdade, estou muito otimista de que, no momento em que a situação mudar e os EUA e o Irã chegarem a algum tipo de acordo, pelo menos para não atacar navios, esses trânsitos serão retomados muito rapidamente”, disse Lars Barstad, CEO da Frontline.
Além do mercado de energia, investidores acompanham os possíveis reflexos do acordo sobre ativos de risco, incluindo Bitcoin e outras criptomoedas, já que uma redução das tensões geopolíticas tende a influenciar o apetite dos mercados globais.












