- Bitcoin cai 5% e testa suporte crítico de US$ 60 mil
- Zcash despenca após vulnerabilidade crítica e saída de Hayes
- Strategy vende BTC enquanto Strive amplia reservas em Bitcoin
O mercado de criptomoedas encerra a semana sob forte pressão vendedora, com o Bitcoin registrando uma das correções mais intensas de 2026. No momento da publicação, o BTC era negociado a US$ 60.308,57, acumulando queda diária próxima de 5% e permanecendo perigosamente perto do importante suporte psicológico de US$ 60 mil.
A principal criptomoeda do mercado já vinha apresentando sinais de fraqueza desde o fim de maio, quando atingiu níveis próximos de US$ 83 mil. Desde então, os vendedores assumiram o controle das negociações, levando o ativo a perder mais de US$ 20 mil em poucas semanas.
A pressão aumentou no início de junho. Primeiro, o Bitcoin perdeu a faixa dos US$ 70 mil, um nível observado de perto pelos investidores. Em seguida, outras zonas de suporte foram rompidas, acelerando o movimento de queda e dificultando qualquer recuperação consistente.
Ao longo da semana, o BTC chegou a registrar breves reações compradoras. Em determinados momentos, a criptomoeda recuperou parte das perdas, mas encontrou resistência rapidamente e voltou a recuar. Na sexta-feira, o ativo chegou a ser negociado próximo de US$ 61 mil, marcando sua menor cotação em quatro meses.
O resultado desse movimento foi uma desvalorização superior a 15% em apenas sete dias e uma queda próxima de 26% no acumulado mensal. A capitalização de mercado do Bitcoin também encolheu significativamente, reduzindo seu valor total para cerca de US$ 1,2 trilhão.
Entre os eventos mais comentados da semana esteve a venda de uma pequena quantidade de Bitcoin pela Strategy. Embora a operação represente apenas uma fração das reservas da companhia, a notícia repercutiu entre investidores e contribuiu para ampliar o sentimento negativo em um mercado que já demonstrava fragilidade.
Na direção oposta, a gestora Strive aproveitou os preços mais baixos para ampliar sua exposição ao ativo. A empresa anunciou a compra de aproximadamente US$ 185 milhões em Bitcoin, elevando suas reservas para quase 19 mil BTC.
No mercado de altcoins, as perdas foram ainda mais expressivas. A Cardano (ADA) acumulou queda superior a 30% durante a semana, movimento que coincidiu com a decisão de Charles Hoskinson de fazer uma pausa em determinadas atividades relacionadas ao projeto. O episódio provocou forte repercussão nas redes sociais e elevou o volume de discussões sobre a criptomoeda.
A situação da Zcash (ZEC) chamou ainda mais atenção. A descoberta de vulnerabilidades técnicas relevantes desencadeou uma forte liquidação do ativo, que perdeu mais de 40% de seu valor em poucos dias. A pressão aumentou quando Arthur Hayes anunciou que havia encerrado completamente sua posição na criptomoeda devido às incertezas envolvendo o projeto.
O Ethereum também acompanhou a tendência negativa observada no restante do mercado. A segunda maior criptomoeda em valor de mercado caiu para a região dos US$ 1.600, atingindo seu menor nível em mais de um ano. Apesar da forte correção, alguns analistas avaliam que os preços atuais podem representar uma oportunidade de acumulação para investidores com horizonte de longo prazo.
Ao final da semana, a capitalização total do mercado de criptomoedas permanecia próxima de US$ 2,18 trilhões. O volume negociado nas últimas 24 horas superava US$ 138 bilhões, enquanto o domínio do Bitcoin sobre o mercado se mantinha em torno de 55,7%, mesmo diante da forte correção que atingiu praticamente todos os principais ativos digitais.












