- Mark Cuban vende Bitcoin após queda durante crise global
- Bitcoin perde força como “ouro digital” para investidores
- Ethereum ganha destaque com foco em utilidade e DeFi
O empresário e investidor Mark Cuban voltou a chamar atenção no setor de criptomoedas após reduzir grande parte de sua exposição ao Bitcoin. A decisão ganhou repercussão porque Cuban era um dos defensores mais conhecidos do ativo entre investidores institucionais e empresários ligados à tecnologia.
Segundo relatos recentes, a mudança ocorreu após o desempenho decepcionante do Bitcoin em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Enquanto o ouro ultrapassou a marca de US$ 4.500 durante o período de instabilidade, o BTC caiu de US$ 126 mil para cerca de US$ 77 mil, acumulando uma desvalorização próxima de 39%.
O movimento reacendeu o debate sobre a narrativa do Bitcoin como “ouro digital”. A tese sempre foi baseada na ideia de que a principal criptomoeda funcionaria como proteção contra inflação, desvalorização do dólar e crises macroeconômicas. Porém, durante um dos momentos mais delicados do mercado global nos últimos meses, o ouro avançou enquanto o Bitcoin seguiu em forte correção.
Mark Cuban on crypto: "Bitcoin has lost the plot. I always thought it was a better version of gold than gold. Well, gold just blew up, Bitcoin dropped. Not the hedge I expected it to be."
says he sold most of his BTC. as for memecoins? "garbage."https://t.co/EgH1rd5GGJ pic.twitter.com/oYRMye3DEg
— Daniel Roberts (@readDanwrite) May 21, 2026
A leitura de Cuban parece ter sido direta. Para ele, o comportamento recente do BTC mostrou uma desconexão entre a narrativa vendida ao mercado e a reação prática do ativo em momentos de pressão econômica.
Além de reduzir posição em Bitcoin, Cuban também passou a demonstrar maior interesse pelo Ethereum. O investidor considera que a utilidade da rede, impulsionada pelo ecossistema DeFi, contratos inteligentes e staking, oferece fundamentos mais concretos do que apenas a proposta de reserva de valor do BTC.
No momento das declarações, o Bitcoin operava próximo de US$ 77 mil, registrando leve alta diária, mas ainda acumulando perdas semanais relevantes. Já o Ethereum era negociado acima de US$ 2.100, enquanto a Solana mostrava desempenho superior entre as principais criptomoedas.
O sentimento geral do mercado também permaneceu pressionado. O Índice de Medo e Ganância estava em 29 pontos, permanecendo na zona de “Medo”. O dado reforçou a cautela entre investidores após semanas de correção no setor.
A movimentação de Cuban também ampliou discussões sobre o interesse institucional no Bitcoin. Parte dos grandes fundos utilizava a narrativa de proteção macroeconômica como justificativa para exposição ao ativo. Quando o BTC falha em acompanhar comportamentos típicos de ativos defensivos durante crises globais, cresce a pressão sobre gestores e consultores responsáveis pelas recomendações de portfólio.
Mesmo assim, a migração para o Ethereum também não elimina dúvidas do mercado. A segunda maior criptomoeda continua distante de suas máximas históricas e ainda enfrenta questionamentos sobre desempenho relativo frente ao Bitcoin ao longo dos últimos ciclos.
O episódio reforçou um ponto cada vez mais discutido entre investidores: o Bitcoin continua dependente da confiança na narrativa de “ouro digital”, enquanto projetos como Ethereum buscam ampliar valor por meio de aplicações práticas dentro do setor de criptomoedas.












