- AI Financial amplia perdas com tokens WLFI em 2026
- WLFI pressiona balanço da empresa listada na Nasdaq
- Prejuízo bilionário levanta alerta no mercado de criptomoedas
A AI Financial Corporation, empresa fintech listada na Nasdaq e ligada ao ecossistema da World Liberty Financial (WLFI), revelou dúvidas sobre sua capacidade de manter as operações pelos próximos 12 meses após registrar um prejuízo líquido de US$ 271 milhões no primeiro trimestre de 2026.
A companhia informou ainda um déficit de capital de giro de US$ 5,5 milhões. Os passivos circulantes chegaram a US$ 39,1 milhões, enquanto os ativos circulantes somaram US$ 32,2 milhões no período analisado.
Apesar da pressão financeira, o caixa disponível aumentou para US$ 10,5 milhões. O avanço ocorreu após um saque de US$ 15 milhões realizado em janeiro de 2026, relacionado a um empréstimo concedido pela WLFI com taxa anual de 4,5%.
Grande parte das perdas veio da desvalorização contábil dos 7,3 bilhões de tokens WLFI mantidos pela empresa. Esses ativos estavam avaliados em aproximadamente US$ 703 milhões no balanço patrimonial da companhia.
A AI Financial afirmou que não pode vender os tokens devido a cláusulas rígidas de bloqueio contratual. Mesmo considerando a reserva de WLFI como uma das principais fontes de recursos, a administração destacou que não há garantia de monetização dos ativos nos valores atuais.
Anteriormente conhecida como ALT5 Sigma Corporation, a empresa iniciou seu programa de tesouraria ligado ao WLFI em agosto de 2025. Na época, os tokens foram adquiridos por um preço médio próximo de US$ 0,20 por unidade.
Com a forte queda do ativo, as perdas não realizadas alcançaram cerca de US$ 348 milhões até o fim de março. Naquele período, o token era negociado perto de US$ 0,097.
Desde então, o WLFI acumulou nova desvalorização de aproximadamente 37%, sendo negociado atualmente próximo de US$ 0,06. O movimento amplia ainda mais as perdas estimadas da companhia no mercado de criptomoedas.
A empresa sediada em Las Vegas, negociada sob o código AIFC, reportou ativos totais próximos de US$ 960 milhões ao fim do trimestre. O valor representa queda em relação aos US$ 1,2 bilhão registrados no encerramento do ano fiscal de 2025.
No segmento de fintech, a receita trimestral ficou em US$ 4,7 milhões, levemente abaixo dos US$ 4,8 milhões registrados um ano antes. Mesmo assim, o lucro bruto subiu de US$ 1,9 milhão para US$ 3,6 milhões.
As despesas administrativas e operacionais aumentaram para US$ 6,3 milhões, impulsionadas principalmente pelos custos profissionais. Com isso, o prejuízo operacional avançou para US$ 2,7 milhões.
O prejuízo por ação atingiu US$ 2,14, contra US$ 0,15 no mesmo trimestre do ano anterior. Já o número médio de ações em circulação disparou de 15,6 milhões para 126,8 milhões após emissões ligadas ao aumento de capital realizado em 2025.












