- Trump e Xi impactam bolsas asiáticas e ações chinesas
- China e EUA discutem tarifas, chips e comércio global
- Samsung dispara após temor de greve histórica na Coreia
As bolsas da região Ásia-Pacífico operaram sem direção única nesta quinta-feira, enquanto investidores acompanhavam a visita do atual presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim para um encontro considerado decisivo com o presidente chinês, Xi Jinping. O mercado busca sinais sobre os próximos passos das relações comerciais entre China e Estados Unidos, além dos impactos nas exportações globais e nos ativos de risco, incluindo criptomoedas.
Trump chegou à capital chinesa acompanhado por executivos de grandes empresas americanas, entre eles representantes da Tesla e o CEO da Nvidia, Jensen Huang. A expectativa do mercado gira em torno de possíveis negociações envolvendo tarifas, semicondutores e restrições comerciais ligadas às terras raras.
No Japão, o índice Nikkei 225 registrou alta de 0,27%, enquanto o Topix caiu 0,23%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,38%, e o índice Kosdaq, voltado para empresas menores, saltou 1,31%.
As ações da Samsung chamaram atenção após dispararem até 5,46%, renovando máximas históricas. O movimento ocorreu depois de uma forte pressão sobre os papéis na sessão anterior, quando preocupações sobre uma possível paralisação trabalhista apagaram cerca de US$ 66 bilhões do valor de mercado da companhia.
O sindicato da Samsung ameaça iniciar uma greve de 18 dias em 21 de maio caso suas exigências não sejam atendidas. A expectativa é de participação de mais de 41 mil trabalhadores, aumentando a preocupação das autoridades sul-coreanas com impactos econômicos e nas exportações do país.
Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,16%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,32%, enquanto o CSI 300, da China continental, subiu 0,27%.
Analistas do Goldman Sachs avaliam que o encontro entre Trump e Xi deve permanecer focado em comércio exterior e controles de exportação, especialmente tarifas, semicondutores e minerais estratégicos. O banco acredita que Pequim poderá ampliar compras de produtos agrícolas, energia e aeronaves dos EUA para evitar novas tarifas comerciais.
“Embora seja improvável que mude o rumo das relações entre EUA e China, acreditamos que o encontro poderá servir como um catalisador tático para o fortalecimento do yuan chinês e das ações chinesas”, escreveram os analistas do Goldman Sachs em nota divulgada na noite de quarta-feira.
O banco também reiterou visão positiva para os ativos chineses, destacando a competitividade das exportações do país e a avaliação de que o yuan segue “subvalorizado”. Segundo os estrategistas, as ações da China continental continuam mais atrativas do que os papéis listados em Hong Kong.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros apresentaram leve alta antes da abertura dos mercados. Os futuros do S&P 500 subiram 0,1%, enquanto os futuros do Nasdaq 100 avançaram 0,4%. Já os contratos ligados ao Dow Jones Industrial Average registraram ganho de quase 0,3%.
Em Wall Street, o S&P 500 renovou recordes históricos impulsionado pelo setor de tecnologia, mesmo após novos dados de inflação acima das expectativas do mercado. O índice fechou em 7.444,25, com alta de 0,58%, enquanto o Nasdaq também encerrou o dia em território positivo. O Dow Jones caiu 67,36 pontos, encerrando a sessão em 49.693,20.














