- Transit Finance sofre ataque hacker com perda em DAI
- Protocolos DeFi seguem na mira de hackers em 2026
- Sistemas cross-chain ampliam riscos para criptomoedas
O protocolo DeFi Transit Finance voltou ao centro das atenções após um suposto ataque hacker que teria causado perdas de aproximadamente US$ 1,8 milhão em DAI. A informação foi identificada pela empresa de segurança blockchain PeckShield, que monitorou movimentações suspeitas envolvendo a plataforma.
Segundo os dados divulgados, o ataque teria atingido a estrutura de swaps cross-chain do protocolo, responsável por intermediar negociações entre mais de uma dezena de redes blockchain. A análise também apontou um endereço na rede Ethereum que estaria armazenando os ativos desviados.
#PeckShieldAlert @TransitFinance seems to have been hacked for ~$1.88M
The stolen funds are currently sitting in the following address in $DAI: 0x8a634DfA2609358849D7D65FFA270C8A57a8abA5 pic.twitter.com/9RSQkgdfX6
— PeckShieldAlert (@PeckShieldAlert) May 13, 2026
O caso amplia a pressão sobre o setor DeFi em 2026, especialmente em plataformas que operam integração entre diferentes blockchains. Protocolos desse tipo costumam concentrar altos volumes de liquidez e múltiplos pontos de conexão, características frequentemente exploradas em ataques contra criptomoedas.
O episódio ocorre após um período de grandes perdas no mercado DeFi. Somente em abril, os prejuízos acumulados com ataques cibernéticos ultrapassaram US$ 600 milhões, impulsionados principalmente por dois casos de grande impacto.
A Kelp DAO registrou perdas de cerca de US$ 293 milhões em abril, enquanto a Drift Protocol sofreu um ataque estimado em US$ 280 milhões. Juntos, os incidentes representaram praticamente todo o montante perdido no setor durante o mês.
Relatórios recentes da TRM Labs indicam que o grupo Lazarus, associado à Coreia do Norte, teria ligação com aproximadamente 76% dos valores roubados em ataques envolvendo criptomoedas até abril de 2026.
Especialistas do setor observam que sistemas cross-chain seguem entre os principais alvos de hackers devido à complexidade operacional e à necessidade de comunicação entre diferentes redes. Essas estruturas costumam exigir mecanismos avançados de validação, aumentando os desafios relacionados à segurança.
A Transit Finance já enfrentou problemas semelhantes anteriormente. Em 2022, o protocolo sofreu uma exploração crítica que resultou no roubo de cerca de US$ 28,9 milhões. Na época, o ataque utilizou falhas no mecanismo de validação de dados da plataforma, permitindo transferências não autorizadas após aprovações concedidas pelos usuários. Parte dos recursos acabou sendo recuperada posteriormente.












