- Inflação dos EUA sobe e pressiona mercado de criptomoedas
- Federal Reserve segue no foco após alta do CPI
- Petróleo dispara com tensão entre EUA e Irã
As bolsas dos Estados Unidos reduziram parte das perdas nesta terça-feira após investidores analisarem os novos dados do índice de preços ao consumidor (CPI) e os impactos econômicos das tensões no Oriente Médio. O movimento também influenciou ativos ligados ao mercado de criptomoedas, que acompanharam o aumento da cautela global.
Entre os principais índices americanos, o S&P 500 fechou aos 7.400,96 pontos, com queda de 0,16%. O Dow Jones Industrial Average avançou 0,11%, encerrando o dia aos 49.760,56 pontos. Já o Nasdaq recuou 0,71%, pressionado pela realização de lucros em ações de tecnologia.
O Russell 2000, índice voltado para empresas de menor capitalização, caiu 0,97%, enquanto o índice de volatilidade VIX recuou 2,12%, ficando em 17,99 pontos. No mercado de commodities, o ouro avançou 0,78%, negociado a 4.723,40 pontos.
O Bitcoin também acompanhou o movimento de cautela nos mercados globais. A principal criptomoeda do mercado caiu 1,47%, sendo negociada na faixa de US$ 80.611. Investidores do setor de criptomoedas monitoram a reação do mercado diante das expectativas sobre juros nos Estados Unidos.
Os investidores concentraram atenção no relatório de inflação de abril nos Estados Unidos. O CPI mostrou aceleração acima das expectativas do mercado, indicando que a pressão nos preços continua elevada. A inflação anual ao consumidor alcançou 3,8%, registrando o maior avanço desde maio de 2023.
Parte da pressão inflacionária foi atribuída ao bloqueio do Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo. A restrição aumentou os custos de combustíveis e energia em diferentes mercados, elevando a preocupação sobre possíveis impactos prolongados na economia mundial.
Com o novo dado inflacionário, o mercado passou a recalcular as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve. Operadores monitoram se a autoridade monetária manterá uma postura mais rígida sobre juros, especialmente após o relatório de empregos dos EUA divulgado na última sexta-feira apresentar números acima do esperado.
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, também esteve no radar dos investidores ao iniciar uma viagem oficial à China. Durante a visita, Trump deve se reunir com o presidente chinês Xi Jinping para discutir comércio internacional e inteligência artificial.
A delegação americana inclui grandes executivos do setor de tecnologia, como Elon Musk, da Tesla, e Tim Cook, da Apple. A aproximação entre Washington e Pequim ocorre em um momento em que empresas globais acompanham mudanças estratégicas relacionadas à inteligência artificial e cadeias de suprimentos.
Enquanto isso, as tensões entre Estados Unidos e Irã continuaram influenciando os mercados financeiros. Trump afirmou que o acordo de cessar-fogo entre os dois países está em “estado crítico de sobrevivência”, ampliando a preocupação dos investidores com possíveis desdobramentos geopolíticos.
O impacto foi sentido diretamente no petróleo. O petróleo bruto era negociado próximo de US$ 102 por barril, mesmo com leve recuo de 0,18% no dia, após fortes altas registradas nas últimas sessões devido às preocupações com o fornecimento global de energia.












