- Kevin Warsh aprovado para conselho do Federal Reserve
- Fed pode reduzir juros sob liderança de Warsh
- Mercado acompanha política monetária e inflação nos EUA
Kevin Warsh recebeu aprovação do Senado dos Estados Unidos nesta terça-feira para ocupar uma cadeira no Conselho de Governadores do Federal Reserve pelos próximos 14 anos. A votação terminou em 51 votos favoráveis contra 45 contrários, aproximando o ex-dirigente do banco central da presidência da instituição.
Uma nova votação, prevista para ocorrer ainda nesta semana, decidirá oficialmente sua indicação para liderar o Fed. A expectativa do mercado é que Warsh substitua Jerome Powell, cujo mandato como presidente termina na sexta-feira.
Powell afirmou recentemente que continuará como membro do conselho após deixar a presidência do banco central americano. Seu mandato dentro da instituição segue até janeiro de 2028, mesmo após meses de pressão política e questionamentos envolvendo a atuação do Federal Reserve.
A chegada de Warsh amplia a influência do atual presidente dos EUA, Donald Trump, que defendeu diversas vezes cortes mais rápidos nas taxas de juros. Durante as audiências de confirmação, Warsh afirmou que pretende manter independência nas decisões monetárias e declarou que Trump não solicitou qualquer compromisso antecipado sobre juros.
O economista já integrou o Conselho de Governadores do Fed entre 2006 e 2011, período marcado pela crise financeira global. Após deixar o banco central, atuou como pesquisador da Hoover Institution e trabalhou ao lado do investidor Stanley Druckenmiller.
Nos últimos anos, Warsh passou a criticar publicamente o tamanho do balanço patrimonial do Federal Reserve, além de questionar estratégias de comunicação e regras regulatórias adotadas pela instituição. Segundo relatos recentes, ele também defendeu maior coordenação entre o Fed e o Departamento do Tesouro em temas fora da política monetária tradicional.
O momento econômico adiciona pressão à possível troca de comando no banco central. A escalada nos preços do petróleo, ligada ao conflito envolvendo o Irã, aumentou preocupações com inflação nos Estados Unidos e reduziu as apostas do mercado em cortes de juros ainda em 2026.
Atualmente, investidores avaliam até mesmo a possibilidade de uma nova alta das taxas até dezembro. A meta de juros do Federal Reserve permanece entre 3,50% e 3,75%, enquanto o mercado acompanha sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.
A confirmação de Warsh havia sido atrasada após investigações relacionadas ao depoimento de Powell sobre a reforma da sede do Fed. O Departamento de Justiça encerrou o caso no mês passado, liberando o avanço da nomeação.
A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) está marcada para os dias 16 e 17 de junho. Caso o Senado confirme sua indicação à presidência ainda nesta semana, Warsh poderá comandar sua primeira reunião no cargo já no próximo encontro do banco central dos Estados Unidos.












