- Projeto de lei das criptomoedas gera reação de sindicatos
- Stablecoins preocupam bancos e fundos de aposentadoria
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A proposta de regulamentação do mercado de criptomoedas nos Estados Unidos enfrenta resistência crescente antes da votação marcada para quinta-feira no Comitê Bancário do Senado norte-americano. Cinco das maiores organizações trabalhistas do país pediram que os senadores rejeitem o projeto, alegando riscos para os fundos de aposentadoria dos trabalhadores.
Entre os grupos que se posicionaram contra a medida estão a AFL-CIO, o Service Employees International Union, a American Federation of Teachers, a National Education Association e a American Federation of State, County and Municipal Employees.
Segundo informações divulgadas pela CNBC, os sindicatos enviaram uma carta aos parlamentares afirmando que o texto pode ampliar a exposição de fundos públicos e planos de aposentadoria à volatilidade das criptomoedas. As entidades argumentam que eventuais perdas seriam suportadas pelos trabalhadores e não pelas empresas ligadas ao setor digital.
Na carta enviada em 9 de maio, os grupos afirmaram que o projeto “coloca em risco a estabilidade dos planos de aposentadoria dos trabalhadores, incluindo as pensões públicas”. Eles também alertaram que a proposta poderia gerar “volatilidade significativa” nas economias destinadas à aposentadoria.
A AFL-CIO também encaminhou uma mensagem separada aos membros do Comitê Bancário do Senado. O sindicato declarou que “na ausência de regulamentação suficiente, a incorporação de criptomoedas… e outros ativos digitais na economia real terá um efeito desestabilizador, beneficiando emissores e plataformas em detrimento dos trabalhadores”.
Além da pressão sindical, a proposta enfrenta resistência do setor bancário. A American Bankers Association criticou a nova redação relacionada às stablecoins de pagamento.
O texto atualizado tenta impedir que empresas ofereçam juros sobre stablecoins. Apesar do apoio da Coinbase e de representantes do setor, o CEO da associação bancária, Rob Nichols, afirmou que a medida ainda pode estimular a migração de depósitos tradicionais para ativos digitais.
Enquanto parte do mercado financeiro mantém cautela, o presidente executivo da Strategy, Michael Saylor, demonstrou apoio ao projeto.
“A alteração do Clarity Act desbloquearia a próxima onda de Capital Digital, Crédito Digital e Ações Digitais nos EUA e globalmente”, escreveu Saylor no X.
O executivo também afirmou que a proposta representa “validação institucional para o BTC, uma estrutura para mercados de rendimento digital baseados em STRC e uma adoção mais ampla do MSTR”.
Em outra publicação, Saylor destacou que o projeto “reconhece as recompensas baseadas em atividades vinculadas a stablecoins de pagamento e à participação em registros distribuídos como essenciais para viabilizar a inovação, a concorrência e a adoção pelo consumidor”, classificando esse ponto como base para “mercados de rendimento digital responsáveis”.












