- ETF de bitcoin MSBT atrai US$ 194 milhões
- MSBT completa primeiro mês sem saídas líquidas
- Taxa baixa impulsiona demanda institucional por bitcoin
O ETF de bitcoin à vista da Morgan Stanley encerrou seu primeiro mês de negociação nos Estados Unidos sem registrar qualquer dia de saída líquida. O desempenho colocou o MSBT em destaque entre os fundos ligados ao bitcoin, superando rivais já consolidados no mercado de ETFs de criptomoedas.
Lançado em 8 de abril, o Morgan Stanley Bitcoin Trust estreou com entradas líquidas de US$ 30,6 milhões e volume de negociação próximo de US$ 34 milhões logo no primeiro dia. Amy Oldenburg, chefe de estratégia de ativos digitais do banco, afirmou que o lançamento representou a estreia mais forte da instituição para um ETF.
O analista sênior de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, classificou o desempenho inicial entre os 1% melhores lançamentos da indústria. O resultado chamou atenção porque ocorreu justamente em um pregão em que o mercado de ETFs spot de bitcoin registrava saídas líquidas de US$ 94 milhões.
Dados do mercado mostram que as entradas no MSBT desaceleraram ao longo das semanas seguintes, mas permaneceram positivas diariamente. Mesmo com oscilações no setor de ETFs de bitcoin, o fundo da Morgan Stanley conseguiu evitar qualquer sequência negativa desde sua estreia.
Em 7 de maio, por exemplo, o MSBT registrou entradas de US$ 5,7 milhões. No mesmo dia, produtos concorrentes como o IBIT, da BlackRock, e o FBTC, da Fidelity Investments, apresentaram saídas líquidas relevantes.
Outro fator observado pelos investidores foi o prêmio de negociação do MSBT em relação ao valor patrimonial líquido do fundo. O indicador permaneceu acima de concorrentes importantes, sinalizando demanda consistente pelas cotas do ETF de bitcoin.
Nos primeiros seis dias úteis após o lançamento, o fundo ultrapassou US$ 103 milhões em entradas líquidas acumuladas. O valor já havia superado o desempenho histórico do BTCW, da WisdomTree, lançado em janeiro de 2024.
A taxa anual de administração de 0,14% também contribuiu para o interesse no produto. Atualmente, ela é a menor entre todos os ETFs spot de bitcoin dos Estados Unidos. Para investidores institucionais, a diferença de alguns pontos-base pode representar economia milionária em posições bilionárias.
Segundo Amy Oldenburg, grande parte dos recursos recebidos nas primeiras semanas veio de investidores autônomos, e não da rede de consultores financeiros da instituição.
“Quase toda a atividade durante a primeira ou segunda semana foi autogerida, ou seja, não foram nossos consultores que venderam isso”, disse Amy Oldenburg durante a conferência Consensus em Miami.
O banco ainda trabalha para integrar totalmente o fundo à sua plataforma de gestão patrimonial, que atende cerca de 16 mil consultores financeiros e mais de US$ 9,3 trilhões em ativos de clientes.
Além do ETF de bitcoin, a Morgan Stanley também testa negociação à vista de criptomoedas na E*Trade, inicialmente com bitcoin, ether e solana.
O movimento ocorre em meio à retomada das entradas em ETFs spot de bitcoin nos Estados Unidos. Os 13 fundos do setor acumularam mais de US$ 3 bilhões em entradas líquidas em seis semanas consecutivas até 8 de maio. No momento da publicação, o bitcoin era negociado em torno de US$ 81.340 em alta de 1% nas últimas 24 horas.












