- Coinbase amplia receita institucional além do Bitcoin.
- Prejuízo trimestral cresce após queda das criptomoedas.
- Receita com stablecoins regulamentadas sobe 11%.
A Coinbase encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de US$ 394,1 milhões, pressionada pela forte desvalorização das criptomoedas durante o período. A exchange informou que sofreu perdas relevantes nos ativos digitais mantidos em seu balanço patrimonial, impactando diretamente o resultado financeiro divulgado nesta quinta-feira.
Segundo a companhia, as perdas associadas às criptomoedas mantidas para investimento chegaram a US$ 482 milhões. O desempenho negativo ocorre após outro trimestre no vermelho, já que a empresa havia registrado prejuízo líquido de US$ 667 milhões no trimestre anterior.
Mesmo diante da retração, o CEO Brian Armstrong demonstrou confiança na expansão do setor baseado em blockchain. Em declaração publicada no X, o executivo afirmou que “Apesar do mercado de criptomoedas estar em baixa, o crescimento fundamental da economia on-chain é forte”.
Armstrong também destacou que a Coinbase está acelerando sua transformação operacional para reduzir a dependência das negociações tradicionais de criptomoedas à vista. Segundo ele, a plataforma pretende ampliar a oferta de produtos ligados a derivativos, commodities, contratos futuros e mercados de previsão.
A receita total da empresa ficou em US$ 1,41 bilhão no trimestre, representando queda de 31% em comparação ao mesmo período de 2025. A receita proveniente de transações recuou 40% no acumulado anual, totalizando US$ 756 milhões.
Já o segmento de assinaturas e serviços mostrou resistência maior, embora também tenha registrado retração. A divisão gerou US$ 584 milhões, uma queda de 14% em relação ao ano anterior.
O mercado de criptomoedas enfrentou forte pressão durante o trimestre. O Bitcoin caiu de mais de US$ 97 mil em janeiro para cerca de US$ 63 mil no início de fevereiro. Mesmo com recuperação parcial posterior, o ativo permaneceu abaixo dos US$ 70 mil no fechamento do período.
A Coinbase destacou que vem aumentando sua presença institucional para diminuir a exposição à volatilidade dos investidores de varejo. A empresa informou ainda que sua participação no mercado global de criptomoedas atingiu 8,6%.
Outro destaque do trimestre foi o crescimento das receitas ligadas às stablecoins regulamentadas. A companhia reportou aumento de 11% nesse segmento, alcançando US$ 305 milhões.
O EBITDA ajustado da exchange ficou em US$ 303 milhões, abaixo dos US$ 930 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. Após a divulgação dos resultados, as ações da Coinbase recuaram cerca de 6% no pregão estendido, sendo negociadas próximas de US$ 182.












