- Petróleo dispara com tensão no Estreito de Ormuz
- Donald Trump ameaça Irã após novos ataques militares
- Mercado teme impacto no transporte global de petróleo
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira após novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz ampliarem as preocupações do mercado sobre possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. O movimento ocorreu em meio ao aumento das tensões militares e à fragilidade do cessar-fogo firmado recentemente entre os dois países.
O barril do Brent, referência internacional, registrou alta de 2,26%, alcançando US$ 102,32 para os contratos de julho. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), principal referência dos EUA, avançou 2,06%, chegando a US$ 96,76 nos contratos de junho.
As tensões aumentaram depois que Washington e Teerã trocaram acusações sobre quem iniciou os ataques no Estreito de Ormuz. A região é considerada estratégica para o comércio global de petróleo, já que uma parcela relevante da produção mundial passa diariamente pela hidrovia.
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou durante conversa com um repórter da ABC News que o cessar-fogo segue ativo, apesar dos episódios recentes. Segundo ele, os ataques foram “apenas um toque de leve”.
Em publicação na Truth Social, Trump declarou que forças americanas destruíram embarcações menores e drones iranianos envolvidos no confronto. O presidente também reforçou que o Irã poderá enfrentar novas ações militares caso não aceite um acordo nuclear defendido por Washington.
O mercado reagiu rapidamente aos relatos de que os EUA estariam preparando uma nova operação naval para escoltar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. Analistas do ANZ destacaram que o petróleo entrou em uma “ascensão vertiginosa” diante das dúvidas sobre a continuidade das negociações diplomáticas entre os dois países.
Pouco depois, Trump anunciou a suspensão da chamada “Operação Liberdade”, missão militar voltada à proteção de embarcações comerciais na região.
Especialistas do ANZ Research afirmaram que o risco de fracasso do acordo de paz proposto pelos EUA tende a manter os preços do petróleo sob forte volatilidade nas próximas semanas.
Analistas do Citi também apontaram expectativa de estabilização gradual dos mercados financeiros globais, embora tenham alertado que a normalização poderá ocorrer de forma lenta, mantendo os preços do petróleo elevados nos próximos meses.












