- S&P 500 em queda hoje impacta criptomoedas
- Bitcoin rompe 80 mil com tensão global
- Petróleo sobe e pressiona mercados financeiros
As bolsas americanas operaram em queda nesta segunda-feira, refletindo o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorre enquanto o Bitcoin rompe a marca de US$ 80 mil, chamando atenção de investidores que acompanham a relação entre ativos tradicionais e criptomoedas.
O S&P 500 recuou para 7.204,68 pontos, com queda de 0,35%. Já o Dow 30 caiu 0,89%, aos 49.060,10 pontos, enquanto o Nasdaq registrou baixa de 0,25%, aos 25.050,65. O índice Russell 2000 também apresentou retração de 0,67%, e o VIX, indicador de volatilidade, subiu 7,36%, sinalizando maior cautela no mercado.
A pressão sobre os índices veio após relatos de ataques envolvendo forças iranianas e ativos ligados aos EUA no Golfo. Embora Washington tenha negado parte das informações, autoridades dos Emirados Árabes Unidos confirmaram danos a infraestrutura petrolífera, elevando o nível de preocupação global.
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou o posicionamento do país ao anunciar o plano “Projeto Liberdade”, voltado à proteção de embarcações na região. Em publicação, afirmou: “Se, de alguma forma, este processo humanitário for prejudicado, essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”.
Em resposta, o Irã alertou que poderá reagir a qualquer ação americana no Estreito de Ormuz, classificando possíveis intervenções como violação do cessar-fogo. O cenário aumentou a aversão ao risco, influenciando tanto ações quanto criptomoedas.
No mercado de commodities, o petróleo bruto avançou 3,25%, sendo negociado a US$ 105,25. Já o ouro caiu 2,28%, cotado a US$ 4.538,50, refletindo ajustes no posicionamento dos investidores.
Enquanto isso, o Bitcoin USD subiu 2,05%, atingindo US$ 80.335,48, consolidando o rompimento da marca psicológica dos US$ 80 mil. O movimento ocorre em meio à busca por alternativas em períodos de instabilidade, com parte do capital migrando para criptomoedas.
No campo econômico, os pedidos industriais dos EUA cresceram 1,5% em março, superando as expectativas. O avanço foi impulsionado pela demanda por componentes ligados à inteligência artificial, mantendo no radar os resultados de empresas como AMD, Arm e Palantir ao longo da semana.











