- Robinhood registra queda na receita com criptomoedas
- Ações recuam após resultados abaixo das expectativas
- Bitcoin impacta desempenho financeiro da corretora
A Robinhood divulgou nesta terça-feira seu menor lucro trimestral em um ano, destacando a forte dependência da corretora em relação aos investidores de varejo. O engajamento desse público mostrou sinais de desaceleração em meio à recente queda no mercado de criptomoedas.
No primeiro trimestre, a empresa reportou lucro de US$ 346 milhões, equivalente a US$ 0,38 por ação. O resultado representa um leve avanço de 3% na comparação anual, mas ficou abaixo das projeções de analistas, que estimavam US$ 0,39 por ação.
A receita total atingiu US$ 1,07 bilhão, também aquém das expectativas de US$ 1,14 bilhão. Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado por crescimento em negociações de ações e opções, além de volumes recordes em mercados de previsão, futuros e opções de índice.
Mesmo assim, o mercado reagiu negativamente. No after market, as ações da Robinhood recuaram cerca de 6%, sendo negociadas a US$ 82. O movimento contrasta com o desempenho do ano anterior, quando os papéis atingiram máxima histórica impulsionados pela valorização do Bitcoin.
“O Robinhood está cada vez mais posicionado no centro da vida financeira de nossos clientes”, disse o presidente e CEO Vlad Tenev em um comunicado.
Um dos principais pontos de pressão veio da receita com criptomoedas, que caiu 34% no trimestre, totalizando US$ 134 milhões. No período, o Bitcoin acumulou queda de cerca de 22%, refletindo diretamente na atividade de negociação dentro da plataforma.
Além disso, os ativos totais sob custódia da empresa chegaram a US$ 307 bilhões, abaixo dos US$ 324 bilhões registrados no fim do ano passado. Ainda assim, o número representa crescimento de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A empresa também segue ampliando sua atuação. No primeiro trimestre, lançou a testnet da Robinhood Chain, uma solução de camada 2 baseada no Ethereum, com foco em ativos tokenizados.
Outro destaque foi a expansão internacional, com a oferta de representações digitais de empresas como OpenAI e SpaceX para clientes europeus, ultrapassando 100 milhões de transações processadas.













