- Golpe com deepfake em criptomoedas preocupa desenvolvedores
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Um desenvolvedor ligado ao ecossistema Cardano acendeu um alerta após relatar um possível comprometimento de seu laptop durante uma chamada manipulada com uso de inteligência artificial. O episódio reforça o avanço de golpes sofisticados envolvendo deepfake no mercado de criptomoedas.
Conhecido como Big Pey, o colaborador afirmou ter sido abordado por um indivíduo que se passou por “Pierre”, um contato com quem já havia interagido anteriormente. A familiaridade foi determinante para que a conversa parecesse legítima, incluindo vídeo, áudio e múltiplos participantes na chamada.
Durante o encontro virtual, o suposto contato orientou o desenvolvedor a atualizar o Microsoft Teams por meio de comandos executados diretamente no terminal. A solicitação levantou suspeitas apenas depois, quando Big Pey avaliou que poderia se tratar de uma tentativa de instalar software malicioso.
O ataque não foi totalmente concluído porque o notebook foi desligado devido à bateria fraca, o que pode ter interrompido a ação. “Moral da história: cuidado. Não confie em nada, não confie em ninguém”, alertou Big Pey. “A inteligência artificial está tornando os golpes mais sofisticados e, como alguém que entende bastante de tecnologia, acabei caindo num golpe.”
🚨 WARNING (AGAIN)
DPRK threat actors are still rekting way too many of you via their fake Zoom / fake Teams meets.
They're taking over your Telegrams -> using them to rekt all your friends.
They've stolen over $300m via this method already.
Read this. Stop the cycle. 🙏 pic.twitter.com/tJTo9lkq0v
— Tay 💖 (@tayvano_) December 13, 2025
Casos semelhantes surgiram rapidamente após o relato. O executivo CashAnvil descreveu uma abordagem praticamente idêntica, também envolvendo um falso “Pierre” e convite para reunião via Teams. A diferença foi percebida quando o golpista não seguiu um padrão comum de contato pelo LinkedIn.
Outros nomes do setor também foram alvos. Zac Zou, da DWF Labs, relatou tentativa de agendamento de chamada, enquanto Alessia Baumgar identificou mensagens suspeitas no Telegram, que desapareceram após questionamentos sobre possível invasão.
Dados recentes mostram o tamanho do problema. Em 2025, perdas com fraudes online chegaram a US$ 20,9 bilhões, com golpes de investimento liderando. Já em 2026, ataques no setor web3 somaram cerca de US$ 465 milhões apenas no primeiro trimestre, com destaque para phishing e engenharia social.
Relatórios de segurança indicam ainda possíveis conexões com grupos organizados, incluindo agentes associados à Coreia do Norte, que utilizam chamadas falsas em plataformas como Teams e Zoom para atingir profissionais do mercado cripto.














