- golpe com criptomoedas causou prejuízo milionário a investidores
- token falso prometia lastro em arte e ouro
- fraude cripto resultou em condenação de 23 anos
Um homem do Texas foi condenado a 23 anos de prisão nos Estados Unidos após aplicar um golpe envolvendo criptomoedas que desviou mais de US$ 20 milhões de investidores. O esquema prometia um token supostamente lastreado em obras de arte valiosas, incluindo peças atribuídas a Pablo Picasso, Vincent Van Gogh e Salvador Dalí.
A sentença foi determinada pela juíza distrital LaShonda A. Hunt, que também ordenou o pagamento de indenizações às quase mil vítimas afetadas pelo caso. O responsável pelo esquema, Robert Dunlap, de 55 anos, foi considerado culpado por fraude postal após julgamento conduzido por um júri federal no Distrito Norte de Illinois.
De acordo com as investigações, Dunlap promovia a chamada “Meta-1 Coin”, alegando que o ativo digital era respaldado por cerca de US$ 44 bilhões em ouro e aproximadamente US$ 1 bilhão em obras de arte. Ele também afirmava que esses ativos haviam passado por auditorias, o que nunca ocorreu.
As autoridades apontaram que essas declarações eram falsas e serviram para convencer investidores a aplicar grandes quantias no projeto. Muitos deles acabaram perdendo todas as economias ao acreditar nas promessas de segurança e valorização do token.
“Robert Dunlap não levou apenas dinheiro — ele roubou anos de trabalho árduo, confiança e segurança financeira de suas vítimas”, disse Adam Jobes, agente especial encarregado da Divisão de Investigações Criminais do IRS em Chicago. “Ele usou mentiras e enganos para embolsar milhões, deixando alguns investidores sem nada.”
O caso chamou atenção por utilizar o apelo de ativos físicos de alto valor, como arte e ouro, para dar credibilidade ao projeto de criptomoedas. Segundo os promotores, essa estratégia ajudou a atrair investidores menos experientes e também aqueles que buscavam diversificação em ativos digitais.
“Crimes como este não afetam apenas contas bancárias — eles destroem vidas”, disse Jobes. “Esta sentença de 23 anos reflete a profundidade desse dano e envia um aviso claro: aqueles que exploram os outros para ganho pessoal serão encontrados e enfrentarão sérias consequências.”












