O índice Nikkei 225 atingiu um novo recorde nesta quinta-feira, refletindo o forte apetite por risco nos mercados asiáticos após o desempenho positivo de Wall Street. O movimento ocorre em meio ao aumento das expectativas de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã, fator que vem reduzindo tensões geopolíticas e sustentando o avanço das bolsas globais.
No Japão, o Nikkei avançou 2,43%, ampliando os ganhos iniciais com forte apoio de ações de tecnologia e consumo cíclico. Entre os destaques, a Daikin Industries liderou as altas após a gestora ativista Elliott Investment Management pressionar a empresa por melhorias operacionais e redução do desconto em relação aos concorrentes. Já o índice Topix também registrou valorização, subindo 1,33%.
O otimismo não ficou restrito ao Japão. Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 2,12%, enquanto o Kosdaq avançou 1,10%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,89%, e o CSI 300 da China continental avançou 0,56%. A única exceção foi a Austrália, onde o S&P/ASX 200 recuou 0,25%, apesar de dados mostrarem crescimento do emprego e estabilidade na taxa de desemprego em 4,3%.
Nos Estados Unidos, os ganhos recentes continuam influenciando o sentimento global. O S&P 500 acumula alta na semana, enquanto o Nasdaq e o Dow Jones também registram valorização, sustentados pela expectativa de menor risco geopolítico e continuidade do crescimento econômico.
O presidente Donald Trump afirmou em entrevista recente que a guerra com o Irã está “muito perto do fim” e destacou que Teerã demonstra interesse em chegar a um acordo. Além disso, autoridades da Casa Branca indicaram que uma nova rodada de negociações entre os dois países está sendo considerada, embora ainda sem data definida.
No mercado de commodities, os preços do petróleo oscilaram, refletindo a incerteza sobre os desdobramentos das negociações. O barril do Brent subiu levemente para US$ 95,15, enquanto o WTI também registrou pequena alta.
Enquanto isso, a economia chinesa apresentou sinais de aceleração no primeiro trimestre, com crescimento do PIB de 5%, acima das expectativas. O avanço foi impulsionado principalmente pelas exportações, compensando a fraqueza da demanda interna em um cenário ainda impactado pelas tensões energéticas globais.














