- ETF de Bitcoin indireto busca renda com opções
- Goldman Sachs amplia exposição a criptomoedas via ETPs
- Novo ETF limita ganhos e gera prêmio com calls
O Goldman Sachs apresentou um pedido para lançar um novo ETF de Bitcoin que oferece exposição à maior criptomoeda do mercado sem a necessidade de compra direta do ativo. A proposta, detalhada em documento regulatório divulgado na terça-feira, mostra uma estratégia diferente das abordagens tradicionais adotadas por outras gestoras.
Batizado de Goldman Sachs Bitcoin Premium Income ETF, o fundo pretende investir em produtos negociados em bolsa (ETPs) que possuem Bitcoin em sua estrutura, além de operar com opções vinculadas a esses ativos e índices relacionados.
Diferente dos ETFs à vista já existentes, como os oferecidos por grandes gestoras, o modelo do Goldman adiciona uma camada intermediária. Isso significa que o fundo não terá Bitcoin diretamente em carteira, mas sim exposição ao desempenho do ativo por meio de outros veículos financeiros.
Segundo o documento, “Como o valor dos ETPs de Bitcoin à vista varia conforme o preço do Bitcoin, o fundo terá exposição tanto às altas quanto às quedas no retorno do Bitcoin experimentadas pelos ETPs de Bitcoin à vista nos quais investe.”
Outro ponto central da estratégia está na geração de renda. O fundo pretende vender opções de compra (calls) sobre esses ETPs, recebendo prêmios em troca. Esse mecanismo pode gerar fluxo de caixa constante, mas também limita o potencial de valorização.
“Como vendedor dessas opções, o fundo recebe um prêmio do comprador. O fundo espera que, em condições normais, o nível de sobreposição fique entre 40% e 100% do valor da exposição ao Bitcoin na carteira.”
Essa abordagem implica em um equilíbrio claro: ao mesmo tempo em que busca renda, o fundo abre mão de parte dos ganhos em cenários de forte alta do Bitcoin. Caso o preço ultrapasse determinados níveis, as perdas nas posições vendidas em opções podem reduzir o retorno total.
“Se o valor dos ETPs de Bitcoin à vista e dos índices relacionados subir além do preço de exercício das opções vendidas, o fundo terá prejuízo nessas posições, o que limitará o retorno das exposições compradas.”
A movimentação também chama atenção por ocorrer após o banco ter reduzido significativamente sua exposição a ETFs de Bitcoin e Ethereum no passado recente. Ainda assim, a nova proposta indica que a instituição segue explorando alternativas para se posicionar no mercado de criptomoedas, com foco em estratégias mais estruturadas e geração de renda.












