- Ações asiáticas hoje recuam com tensão entre EUA e Irã
- Petróleo WTI salta mais de 8% com bloqueio naval iraniano
- Futuros de Wall Street recuam mais de 1% na madrugada
As bolsas da região Ásia-Pacífico iniciaram a semana no vermelho nesta segunda-feira. O motivo principal foi a decisão dos Estados Unidos de bloquear os portos iranianos depois que as negociações entre Washington e Teerã terminaram sem nenhum avanço concreto.
O encontro diplomático realizado no fim de semana em Islamabad não resultou em acordo. Com isso, cresceu o temor de que o confronto entre EUA e Irã se prolongue ainda mais, pressionando os preços do petróleo e afetando economias ao redor do globo.
Logo após o encerramento das conversas, o petróleo bruto disparou no domingo. O West Texas Intermediate (WTI) registrou alta de 8,56%, alcançando US$ 104,84 por barril às 20h01 (horário do leste dos EUA). Já o Brent avançou 8,61%, chegando a US$ 103,38 por barril.
De acordo com o Wall Street Journal, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, teria cogitado retomar ataques aéreos contra o Irã. Na semana anterior, Trump havia aceitado um cessar-fogo de duas semanas em troca da liberação da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Antes disso, ele chegou a ameaçar bombardear pontes e usinas de energia iranianas.
No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,84% e o Topix cedeu 0,42%. O Kospi da Coreia do Sul apresentou queda de 1,83%, e o Kosdaq, focado em empresas menores, caiu 1,43%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou com baixa de 0,74%.
Os contratos futuros do Hang Seng de Hong Kong estavam cotados em 25.964 pontos, acima do último fechamento do índice em 25.893,54. O movimento, porém, não amenizou o pessimismo generalizado nos mercados da região.
Durante a madrugada, os futuros de Wall Street também operaram em território negativo. O Dow Jones Industrial Average perdeu 517 pontos, uma queda de 1,1%. Os futuros do S&P 500 recuaram 1,1%, enquanto os do Nasdaq 100 caíram 1,2%, sinalizando uma abertura difícil para a sessão americana.
O salto expressivo do petróleo e a tensão geopolítica entre EUA e Irã seguem como os principais fatores de pressão sobre os mercados globais. Para investidores de criptomoedas, a volatilidade macroeconômica costuma respingar diretamente nos ativos digitais, tornando o acompanhamento desses desdobramentos ainda mais relevante.














