- BitFuFu produz 214 BTC e vende 80 BTC
- Reservas de Bitcoin caem para 1.794 BTC
- Mineração e hashrate seguem estáveis
A BitFuFu, empresa de mineração de Bitcoin listada na Nasdaq, informou que produziu 214 BTC ao longo de março, enquanto vendeu 80 BTC de suas reservas. Com isso, o total de Bitcoin mantido pela companhia recuou para 1.794 BTC, avaliados em cerca de US$ 131 milhões com base nos preços atuais de mercado.
Os dados mostram uma leve redução em relação ao pico registrado anteriormente. A empresa havia divulgado suas reservas pela primeira vez no fim de 2024, com 1.664 BTC, alcançando posteriormente 1.959 BTC em outubro de 2025, antes do movimento recente de queda.
Segundo o diretor executivo Leo Lu, a venda faz parte de uma estratégia planejada de gestão de balanço. Ele destacou que a empresa continua comprometida com seu “objetivo de longo prazo de aumentar nossas reservas de Bitcoin”, indicando que a movimentação não altera a visão estrutural sobre o ativo.
Mesmo com a redução, a BitFuFu segue entre as maiores empresas de capital aberto com exposição direta ao Bitcoin, mantendo relevância dentro do setor de mineração global.
No campo operacional, a companhia reportou uma leve queda no hashrate total, que passou para 25,9 EH/s. A capacidade energética também recuou para 457 MW, refletindo a desativação gradual de equipamentos mais antigos. Ainda assim, o desempenho geral foi descrito como estável.
A mineração em nuvem teve papel relevante no resultado mensal, com produção total de 171 BTC. A empresa destacou que sua plataforma está posicionada para aproveitar mudanças nas condições do mercado, incluindo variações na dificuldade da rede e oscilações no preço do Bitcoin.
Lu também comentou sobre a modernização da infraestrutura. “Planejamos renovar essa capacidade ao longo do tempo com equipamentos mais novos e com maior eficiência energética. As variações mensais na taxa de hash de fornecedores terceirizados e clientes de hospedagem foram insignificantes e consistentes com a variabilidade operacional normal”, afirmou.
A estratégia indica um equilíbrio entre eficiência operacional e gestão ativa das reservas, em um momento em que a mineração segue ajustando custos e capacidade diante das condições do mercado.














