- Ataques Irã reduzem produção petróleo global
- Estreito de Ormuz segue restrito e controlado
- Oferta global petróleo sofre impacto significativo
Os recentes ataques iranianos à infraestrutura energética da Arábia Saudita provocaram uma forte redução na produção de petróleo, ampliando as preocupações com o abastecimento global.
Um dos principais alvos foi o oleoduto que conecta instalações no Golfo Pérsico ao Mar Vermelho, considerado estratégico para exportações sauditas. A ofensiva atingiu uma estação de bombeamento, resultando em uma queda de aproximadamente 700 mil barris por dia no fluxo de petróleo.
Esse corredor energético é essencial para o país, especialmente em um momento em que o transporte pelo Estreito de Ormuz enfrenta restrições. Com capacidade para até 7 milhões de barris diários, o oleoduto vinha sendo utilizado como alternativa para manter as exportações em meio ao conflito.
Além disso, instalações importantes como Manifa e Khurais também sofreram impactos. Segundo dados oficiais, a produção saudita foi reduzida em cerca de 600 mil barris por dia, enquanto refinarias foram atingidas em diferentes regiões, agravando a situação .
O cenário se torna ainda mais delicado devido à instabilidade no Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de petróleo no mundo. Mesmo após um acordo temporário envolvendo os Estados Unidos e o Irã, a passagem continua sob restrições.
O CEO da Abu Dhabi National Oil Co., Sultan Ahmed Al Jaber, reforçou a limitação no tráfego marítimo. “Este momento exige clareza”, afirmou. “Portanto, sejamos claros: o Estreito de Ormuz não está aberto. O acesso está sendo restringido, condicionado e controlado.”
Antes da escalada dos conflitos, cerca de 20% do petróleo global passava por essa rota estratégica. Com os recentes ataques e restrições, produtores da região já interromperam aproximadamente 13 milhões de barris por dia, segundo estimativas do mercado .
A combinação de danos à infraestrutura e limitações logísticas pressiona o fornecimento global e mantém os mercados atentos aos próximos desdobramentos no Oriente Médio.













