- Trump petróleo Irã aumenta tensão global e energia
- Conflito Oriente Médio pressiona preço do petróleo Brent
- Escalada militar impacta mercados globais e criptomoedas
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a elevar o tom nas declarações sobre o conflito no Oriente Médio ao afirmar que poderia “tomar o petróleo do Irã” e assumir o controle da ilha de Kharg, um dos principais centros de exportação do país.
A fala ocorreu em entrevista ao Financial Times, onde Trump destacou que sua “preferência seria ficar com o petróleo”, fazendo um paralelo com a recente atuação dos EUA na Venezuela, quando a indústria petrolífera foi colocada sob controle após a queda de Nicolás Maduro.
Segundo relatos, o governo americano chegou a considerar o envio de tropas terrestres para a região. No entanto, fontes indicaram que a operação seria “muito arriscada”, já que o Irã possui capacidade de resposta com mísseis e drones.
Durante a entrevista, Trump reforçou sua posição: “Minha coisa favorita é tomar o petróleo do Irã, mas algumas pessoas estúpidas nos EUA dizem: ‘Por que você está fazendo isso?’ Mas são pessoas estúpidas.”
Ele ainda acrescentou: “Talvez tomemos a Ilha de Kharg, talvez não. Temos muitas opções”, destacando que qualquer movimento exigiria presença prolongada na região.
A escalada do conflito já impacta diretamente o mercado de energia. Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram mais de 3,2%, chegando a US$ 116,12 por barril, enquanto o WTI subiu 3,4%, para US$ 102,96.
Ao mesmo tempo, o Pentágono se prepara para um possível prolongamento das operações, com milhares de soldados sendo deslocados para o Oriente Médio. A movimentação aumenta o risco de ataques a infraestruturas críticas, como refinarias e usinas de dessalinização.
No Golfo, instalações energéticas já foram atingidas, incluindo uma usina no Kuwait, reforçando o temor de novos impactos na oferta global de petróleo.
Analistas avaliam que o conflito ainda está longe de uma definição. “Provavelmente estamos mais perto do início ou do meio dessa história do que do fim”, afirmou um especialista em segurança internacional.
Além do petróleo, o cenário pressiona ativos de risco, incluindo criptomoedas, que tendem a reagir à incerteza geopolítica e aos movimentos do mercado global.












