- Mercado de ações Ásia-Pacífico recua com tensão global
- Petróleo sobe e pressiona inflação na Ásia
- Bancos centrais avaliam juros diante de conflito
Os mercados de ações da região Ásia-Pacífico iniciaram a semana em queda, refletindo a intensificação das tensões no Oriente Médio. O avanço do conflito, já na quinta semana, elevou a cautela dos investidores e pressionou os principais índices da região.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou uma queda superior a 5%, enquanto o Kosdaq, voltado para empresas de menor capitalização, recuou 3,97%. No Japão, o Nikkei 225 caiu 3,97% e o Topix teve retração de 3,9%, acompanhando o movimento negativo global.
O cenário também reacendeu discussões no Banco do Japão (BOJ). Integrantes da autoridade monetária indicaram preocupação com o avanço da inflação, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo. Segundo avaliações divulgadas após reunião de março, há espaço para aceleração no aperto monetário.
Um dos formuladores destacou o risco de o banco central ficar atrás da curva inflacionária, especialmente diante dos impactos externos. O encarecimento da energia pode provocar efeitos secundários, elevando a inflação subjacente no país.
Outros mercados da região também acompanharam o movimento de baixa. O índice S&P/ASX 200, da Austrália, caiu 1,46%. Já em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,52%, enquanto o CSI 300, da China continental, registrou queda de 0,77%.
A escalada geopolítica ganhou novos contornos após o movimento Houthi, do Iêmen, afirmar ter lançado mísseis contra Israel. A ação foi descrita como apoio ao Irã e a aliados na região, ampliando as tensões iniciadas após ataques aéreos no fim de fevereiro.
Com o aumento do risco, os preços do petróleo avançaram no início do pregão asiático. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) subiram 2,58%, atingindo US$ 102,19 por barril, intensificando preocupações com inflação global.
Na Austrália, o governo anunciou a redução temporária de impostos sobre combustíveis. A medida busca aliviar o impacto dos preços elevados sobre consumidores e empresas, reduzindo os custos em postos de abastecimento.
Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices também operaram em baixa. O S&P 500 caiu 0,6%, enquanto Nasdaq 100 e Dow Jones recuaram cerca de 0,5%, ampliando o tom negativo que já vinha da semana anterior.
O mercado global segue sensível aos desdobramentos geopolíticos e à trajetória dos preços da energia, com reflexos diretos nas decisões de política monetária e no comportamento das bolsas.














