- Fundo 5c(c) mira startups de mercados de previsão
- Kalshi e Polymarket apoiam setor em crescimento
- Pressão regulatória desafia plataformas de previsão
Um novo fundo voltado para o desenvolvimento de startups ligadas a mercados de previsão começa a ganhar tração no setor financeiro e de criptomoedas. De acordo com informações recentes , ex-integrantes da Kalshi estão estruturando a 5c(c) Capital, com a meta de captar até US$ 35 milhões.
A iniciativa já atraiu nomes relevantes do mercado. Entre os apoiadores estão executivos de plataformas concorrentes, como Tarek Mansour, da Kalshi, e Shayne Coplan, da Polymarket, além de investidores conhecidos do capital de risco, incluindo Marc Andreessen, Micky Malka e Kyle Samani.
O fundo será liderado por Adhi Rajaprabhakaran e Noah Zingler Sternig, ambos com histórico ligado à operação e expansão da Kalshi. O nome 5c(c) faz referência direta a uma cláusula regulatória associada ao mercado de derivativos nos Estados Unidos, reforçando o foco do projeto em um setor que cresce junto às criptomoedas e produtos financeiros alternativos.
A proposta é investir em cerca de 20 empresas nos próximos dois anos, com foco em áreas como criação de mercado, índices preditivos e infraestrutura tecnológica. A primeira rodada de captação deve acontecer em breve, indicando um interesse crescente por esse tipo de plataforma.
O movimento ocorre em um momento em que os mercados de previsão ganham espaço no Vale do Silício. Plataformas como Kalshi e Polymarket vêm atraindo usuários interessados em negociar resultados de eventos reais, desde preços de criptomoedas até acontecimentos políticos e econômicos.
Esses sistemas combinam elementos de finanças tradicionais com novas formas de especulação, criando um ambiente onde previsões se tornam ativos negociáveis. Isso tem ampliado o interesse de investidores institucionais, que enxergam potencial de crescimento nesse modelo.
Apesar do avanço, o setor enfrenta questionamentos regulatórios. Autoridades estaduais nos EUA têm levantado preocupações sobre a semelhança entre esses mercados e apostas esportivas, o que poderia exigir regras mais rígidas.
Por outro lado, as empresas defendem que operam dentro de estruturas financeiras regulamentadas, sob supervisão federal. Essa disputa regulatória tende a influenciar diretamente o ritmo de expansão do setor nos próximos anos, enquanto novos investimentos continuam chegando.














