- Strategy compra Bitcoin e reforça acumulação corporativa
- Empresa mantém estratégia mesmo com prejuízo não realizado
- Reservas de BTC atingem 3,6% da oferta total
A Strategy Inc., empresa de software com sede em Tysons Corner, voltou a ampliar sua exposição ao Bitcoin ao adquirir mais 1.031 BTC na última semana. Com isso, a companhia elevou suas reservas totais para 762.099 BTC, consolidando-se como uma das maiores detentoras corporativas do ativo no mundo.
Segundo documento enviado à SEC, a aquisição foi realizada por aproximadamente US$ 77 milhões, com preço médio de US$ 74.326 por unidade. O investimento foi financiado integralmente por meio da venda de ações ordinárias Classe A no mercado, mantendo o modelo já adotado pela empresa em compras anteriores.
Embora a nova aquisição seja menor em comparação com os movimentos recentes, ela segue o padrão consistente de acumulação. Apenas em março, a Strategy havia comprado 17.994 BTC no dia 9 e outros 22.337 BTC no dia 16, totalizando cerca de US$ 2,9 bilhões investidos no período.
A estratégia de compras recorrentes permanece alinhada à visão adotada desde 2020, quando o fundador Michael Saylor redirecionou o foco da companhia para o Bitcoin como principal ativo de reserva. Mesmo diante de oscilações no mercado, a empresa continua adicionando BTC ao seu balanço.
Com o Bitcoin sendo negociado próximo de US$ 70 mil, o custo médio de aquisição da Strategy, estimado em US$ 75.696 por unidade, coloca a companhia em uma perda não realizada de aproximadamente US$ 4 bilhões. Ainda assim, a posição não alterou a abordagem de longo prazo da empresa.
O ativo também segue abaixo de sua máxima histórica registrada em outubro de 2025, quando atingiu US$ 126.198, acumulando uma correção significativa desde então.
Além das reservas em Bitcoin, a Strategy mantém forte capacidade de captação. A empresa ainda dispõe de cerca de US$ 6,2 bilhões em ações MSTR para futuras emissões, além de bilhões distribuídos entre suas classes preferenciais STRK, STRD, STRC e STRF.
Com 762.099 BTC sob custódia, a companhia agora controla cerca de 3,6% de todos os Bitcoins em circulação, ampliando ainda mais sua relevância no mercado global de criptomoedas.












