- Futuros do S&P 500 hoje recuam com pressão do petróleo
- Inflação nos EUA reduz expectativa de corte de juros
- Wall Street acompanha petróleo, Fed e balanços corporativos
Os futuros de ações dos Estados Unidos operavam em queda nesta quinta-feira, ampliando a cautela em Wall Street diante da forte alta do petróleo e da persistência das preocupações com a inflação. O movimento reforçou a pressão sobre os principais índices, em um momento em que investidores acompanham o impacto da tensão no Oriente Médio sobre os preços da energia.
Os dados mais recentes mostram um cenário mais negativo. Os futuros do S&P 500 hoje caíam para 6.638,50 pontos, com recuo de 0,58%. Já os futuros do Dow Jones recuavam para 46.265 pontos, também com queda de 0,58%. No setor de tecnologia, os futuros da Nasdaq registravam baixa de 0,67%, sendo negociados a 24.486,25 pontos.
O movimento de aversão ao risco também atingia empresas menores, com os futuros do Russell 2000 caindo 1,09%, para 2.468,30 pontos. Ao mesmo tempo, o índice de volatilidade VIX subia 6,84%, chegando a 26,81, sinalizando maior incerteza entre os investidores.
O principal foco do mercado seguia concentrado no petróleo. O Brent chegou a disparar até 10%, alcançando US$ 119 por barril, após novos ataques entre Irã e Israel atingirem instalações relevantes de petróleo e gás. Nos Estados Unidos, o WTI também avançava, superando os US$ 97 por barril, embora com ganho mais moderado.
Além das ações, outros ativos relevantes também refletiam o momento de pressão. O ouro recuava 5,91%, sendo negociado a US$ 4.607, enquanto o Bitcoin operava em queda de 3,85%, cotado a US$ 69.651,34, acompanhando o enfraquecimento do apetite por risco global.
A escalada dos preços da energia aumentou a tensão sobre a trajetória da inflação, tema que já vinha pesando sobre os mercados. Em Wall Street, a leitura é que combustíveis mais caros podem dificultar o processo de desaceleração inflacionária, justamente quando parte do mercado ainda sustentava expectativa de corte de juros neste ano.
Mesmo com a sinalização de que uma redução nas taxas ainda pode acontecer em 2026, operadores adotam postura mais defensiva após comentários mais firmes de Jerome Powell, indicando juros elevados por mais tempo.
Além disso, investidores monitoram novos dados econômicos, como os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o índice de manufatura do Fed da Filadélfia, indicadores considerados relevantes para medir o ritmo da economia dos EUA.
No setor corporativo, as ações da Micron recuavam no pré-mercado, mesmo após resultados financeiros fortes, enquanto a Alibaba também registrava queda após divulgar um recuo de 67% no lucro trimestral, ampliando a cautela em relação aos investimentos em inteligência artificial.












