- PPI acima esperado derruba S&P 500 hoje
- Inflação EUA surpreende antes decisão do Fed
- Energia e guerra EUA-Irã pressionam preços
A inflação ao produtor nos Estados Unidos veio acima do esperado em fevereiro, aumentando a cautela entre investidores e pressionando os principais índices de ações nesta quarta-feira.
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) subiu 0,7% no mês, mais que o dobro da projeção de 0,3% e acima da alta de 0,5% registrada em janeiro.
Logo após a divulgação dos dados, os mercados reagiram negativamente. O S&P 500 caiu para 6.686,04 pontos (-0,45%), enquanto o Dow Jones recuou para 46.644,42 (-0,74%). Já o Nasdaq operava em 22.394,63 pontos, com baixa de 0,38%.
Mesmo ao excluir alimentos e energia, o índice mostrou força, com avanço de 0,5% no mês, acima da expectativa de 0,3%. Apesar de menor que o ganho anterior, o resultado reforça a persistência da inflação na economia americana.
Na comparação anual, o PPI subiu 3,4%, superando a projeção de 3% e acelerando frente aos 2,9% do mês anterior. O núcleo do indicador avançou 3,9% em 12 meses.
Os custos intermediários de produção foram um dos principais motores da alta, especialmente no setor de energia. Os preços de bens energéticos e materiais energéticos subiram 5,5% e 6%, respectivamente, no período.
De acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho, “quase 30% do aumento de fevereiro no índice de bens processados para demanda intermediária pode ser atribuído aos preços do diesel, que aumentaram 13,9%”.
Os preços finais da demanda também foram impactados, com alimentos e energia registrando altas de 2,4% e 2,3% no mês. O índice de bens processados para demanda intermediária avançou 1,6%, o maior aumento desde agosto de 2023.
O movimento ocorre em meio à elevação dos custos de energia, impulsionados pela guerra entre EUA e Irã, fator que tem pressionado os preços globais.
Com a inflação acima do esperado, o foco dos investidores se volta para a decisão de política monetária do Federal Reserve. A expectativa predominante é de manutenção das taxas de juros, embora os dados reforcem um ambiente mais cauteloso nos mercados.












