- Petróleo Brent hoje sobe com Ormuz fechado
- Preço do petróleo reage à restrição no fluxo global
- Oferta de petróleo pressionada impulsiona Brent
O preço do petróleo Brent hoje registrou alta superior a 2%, refletindo a preocupação do mercado com a continuidade das restrições no Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte global de petróleo.
A referência internacional Brent avançou 2,45%, alcançando US$ 102,57 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) acompanhou o movimento, subindo 2,51%, sendo negociado a US$ 95,85 por barril.
O movimento ocorre em meio à dificuldade dos Estados Unidos em consolidar uma resposta coordenada com aliados. A proposta de uma coalizão internacional para escoltar navios ainda não saiu do papel, enquanto divergências entre países seguem limitando avanços.
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu a falta de consenso entre as nações envolvidas. “Alguns estão muito entusiasmados, e outros nem tanto”, disse Trump a repórteres em uma coletiva de imprensa. “E presumo que alguns não o farão. Acho que temos um ou dois que não o farão, embora tenhamos protegido isso por cerca de 40 anos, com dezenas de bilhões de dólares.”
Ao mesmo tempo, medidas pontuais vêm sendo adotadas para evitar um bloqueio ainda maior no fornecimento. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os Estados Unidos permitiram a passagem de petroleiros iranianos pelo estreito, em um esforço para reduzir a pressão imediata sobre o mercado.
Analistas avaliam que o foco dos investidores está cada vez mais nas condições reais de oferta. “A administração Trump está enviando mensagens contraditórias sobre a duração da guerra, enquanto o mercado se concentra mais nas ações em campo, que continuam a escalar o conflito”, disse Saul Kavonic, da MST Marquee.
Já Warren Patterson, do ING, destacou o impacto direto da interrupção no fornecimento. “A enorme dimensão da interrupção no fornecimento de petróleo torna difícil para o mercado encontrar uma solução adequada”, afirmou.
Com o fluxo reduzido e a ausência de uma solução operacional clara para retomada plena da navegação, o comportamento do petróleo Brent hoje segue atrelado à capacidade de normalização das rotas e às decisões estratégicas que possam reabrir o tráfego na região.












