- Bitmine compra 60.999 ETH e amplia tesouraria em Ethereum
- Reservas da empresa atingem 4,6 milhões de tokens ETH
- Staking de Ethereum gera receita anual de US$ 180 milhões
A Bitmine Immersion Technologies realizou a maior compra de Ethereum do ano ao adquirir 60.999 ETH na última semana. A operação, avaliada em cerca de US$ 140 milhões, elevou as reservas totais da empresa para aproximadamente 4,59 milhões de tokens, posicionando a companhia como uma das maiores detentoras corporativas da criptomoeda.
Com essa nova aquisição, o montante acumulado pela empresa ultrapassa US$ 10 bilhões em valor de mercado. A participação da Bitmine representa cerca de 3,8% de todo o Ethereum em circulação, um nível de concentração incomum para uma única empresa no ecossistema.
A compra recente foi apenas ligeiramente superior à operação realizada na semana anterior, quando a companhia havia adquirido 60.976 ETH. O padrão mostra uma estratégia consistente de acumulação em larga escala, independentemente das oscilações de preço no mercado de criptomoedas.
O movimento também foi acompanhado de reação positiva no mercado financeiro. As ações da empresa, negociadas sob o código BMNR, avançaram cerca de 9% no pré-mercado desta segunda-feira. No mesmo período, o Ethereum registrou alta de aproximadamente 8,4% nas últimas 24 horas.
Apesar do forte volume acumulado, dados da plataforma DropsTab indicam que a Bitmine carrega cerca de US$ 6,5 bilhões em perdas não realizadas em sua posição de Ethereum. A empresa tem realizado compras ao longo do período de queda do ativo, construindo uma posição significativa com base em preço médio ponderado.
Mesmo com o elevado nível de exposição ao ETH, a companhia mantém cerca de US$ 1,2 bilhão em caixa. Paralelamente, a Bitmine ampliou sua participação na Eightco (ORBS), empresa de tesouraria ligada ao ecossistema da Worldcoin, indicando que sua estratégia de criptomoedas vai além do Ethereum.
Uma parte importante da estratégia está ligada ao staking. Dos 4,59 milhões de ETH em reservas, aproximadamente 3,04 milhões já estão alocados em validadores da rede. Segundo a empresa, essa operação gera cerca de US$ 180 milhões em receita anualizada.
O rendimento informado equivale a aproximadamente 5,9% ao ano, acima da média histórica do staking do Ethereum, que costuma oscilar entre 3,4% e 3,8%. Isso sugere que a empresa pode estar utilizando mecanismos adicionais, como recompensas MEV, derivativos de staking líquido ou modelos de re-staking para ampliar o retorno.
O presidente da Bitmine, Tom Lee, cofundador da Fundstrat, também destacou o desempenho recente das criptomoedas em meio às tensões geopolíticas globais. Segundo ele, “Desde o início da guerra com o Irã, os preços das criptomoedas tiveram um desempenho superior e o Ethereum superou o S&P 500 em 2.450 pontos-base. Em nossa opinião, a alta do petróleo está gerando preocupações com a desaceleração do crescimento da economia global. E quando os investidores se preocupam com o crescimento, eles compram ‘ações de crescimento’, incluindo MAG7, empresas de software e criptomoedas.”
A estratégia da Bitmine lembra movimentos adotados anteriormente por empresas que utilizaram Bitcoin como ativo de tesouraria corporativa. No caso da companhia, a aposta está centrada no Ethereum, combinando valorização potencial com geração de receita por meio do staking.













