- S&P 500 hoje cai com petróleo acima de US$100
- Tensões com Irã pressionam Dow Jones e Wall Street
- Federal Reserve avalia impacto do petróleo na inflação
Quinta-feira, 12 de março de 2026 – As bolsas dos Estados Unidos registraram forte queda nesta quinta-feira, pressionadas pela disparada do petróleo e pela intensificação das tensões no Oriente Médio. O aumento das preocupações sobre o fornecimento global de energia elevou a cautela entre investidores e levou a perdas generalizadas em Wall Street.
O índice Dow Jones Industrial Average liderou as quedas e recuou cerca de 1,3%, o equivalente a mais de 600 pontos. Foi o segundo pregão consecutivo de baixa relevante para o indicador.
O Nasdaq Composite caiu aproximadamente 1,6%, enquanto o S&P 500 hoje recuou cerca de 1,2%, refletindo a pressão sobre diferentes setores da economia, especialmente aqueles mais sensíveis a custos de energia.
A queda das bolsas ocorreu em meio a um salto nos preços do petróleo, que chegaram a ultrapassar US$ 100 por barril antes de devolver parte dos ganhos ao longo da sessão. O movimento foi impulsionado por sinais de que o conflito envolvendo o Irã pode se espalhar por outras regiões estratégicas do Oriente Médio.
De acordo com relatos recentes, o Irã intensificou ataques contra infraestrutura energética em diversos pontos da região. Em paralelo, o Iraque anunciou o fechamento de terminais portuários utilizados para exportação de petróleo após dois petroleiros terem sido atingidos em sua costa.
Autoridades iranianas também alertaram os mercados para a possibilidade de o petróleo atingir US$ 200 por barril caso o conflito avance. O novo líder do país defendeu ainda que o Estreito de Ormuz permaneça fechado, medida que poderia afetar uma das principais rotas globais de transporte de energia.
A situação ganhou maior atenção após o atual presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que pretende “ terminar o trabalho ” no Irã, aumentando as preocupações sobre uma possível ampliação das hostilidades na região.
Nesse cenário, os contratos de petróleo Brent e West Texas Intermediate registraram forte valorização, superando momentaneamente o impacto da liberação recorde de reservas estratégicas conduzida pela Agência Internacional de Energia.
No campo macroeconômico, os dados mais recentes do mercado de trabalho trouxeram algum alívio. O Departamento do Trabalho informou que 213 mil pessoas solicitaram seguro-desemprego pela primeira vez na semana encerrada em 7 de março, número abaixo das projeções dos economistas.
Com a leitura recente do índice de preços ao consumidor (CPI) dentro das expectativas, analistas avaliam que o Federal Reserve pode manter os juros inalterados em sua próxima reunião. Ainda assim, a alta do petróleo gera cautela sobre possíveis impactos inflacionários.
Mais sinais sobre a trajetória da inflação devem surgir com a divulgação do índice de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve, previsto para sexta-feira.
Entre os destaques corporativos, a Dollar General apresentou resultados acima das expectativas antes da abertura do mercado, mas suas ações recuaram cerca de 10% nos primeiros minutos de negociação. Já a Adobe deve divulgar seus resultados após o fechamento do pregão.












