- KBC lança negociação regulamentada de Bitcoin e Ethereum na Bélgica
- Parceria com Taurus garante custódia institucional de criptomoedas
- MiCAR acelera adoção bancária de Bitcoin e Ethereum na Europa
O KBC Group, um dos maiores bancos-seguradoras da Bélgica, iniciou a oferta de negociação regulamentada de Bitcoin e Ethereum em parceria com a fintech suíça Taurus SA. A iniciativa marca um passo relevante na integração das criptomoedas ao sistema bancário europeu.
Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, a colaboração permitirá que o banco utilize o Taurus-PROTECT, plataforma institucional de custódia de criptomoedas desenvolvida para instituições financeiras. A tecnologia servirá como base para a nova oferta disponível no Bolero, plataforma de investimento autogerida operada pelo próprio KBC.
Com o lançamento ocorrido no mês passado, o KBC se tornou o primeiro banco belga a disponibilizar negociação de criptomoedas dentro de uma estrutura bancária totalmente regulamentada. A proposta inicial oferece acesso ao Bitcoin e ao Ethereum para investidores de varejo, permitindo apenas execução de ordens dentro da plataforma.
As transações seguem as regras do Regulamento de Mercados de Criptoativos da União Europeia, conhecido como MiCAR, estrutura regulatória criada para padronizar o funcionamento do setor em todo o bloco econômico.
De acordo com Erik Luts, diretor de inovação do KBC Group, o crescente interesse dos clientes por criptomoedas foi um dos fatores decisivos para a implementação da nova oferta. A parceria com a Taurus permitiu estruturar a solução mantendo os padrões de governança e controle utilizados em outros serviços financeiros do banco.
“Ao trabalhar com a Taurus, podemos oferecer serviços de criptomoedas com custódia de nível bancário, garantindo o mesmo nível de segurança, governança e controle que define nossa abordagem em toda a organização. Essa parceria nos permite transformar a negociação regulamentada de criptomoedas em uma oferta concreta e confiável para nossos clientes”, afirmou Luts.
O modelo operacional adotado pelo banco segue um sistema fechado. Isso significa que os ativos comprados pelos clientes permanecem dentro da plataforma Bolero, sem possibilidade de transferência para carteiras externas ou corretoras independentes.
Essa estrutura reduz a necessidade de gerenciamento de chaves privadas pelos investidores e também diminui riscos operacionais e fraudes que historicamente afetaram serviços de custódia no mercado de criptomoedas voltado ao varejo.
Para Lamine Brahimi, cofundador e sócio-gerente da Taurus, o projeto representa um avanço relevante na infraestrutura institucional do setor.
“Temos orgulho de apoiar a iniciativa pioneira da KBC na Bélgica com o Taurus-PROTECT, nossa plataforma de custódia institucional projetada especificamente para bancos”, declarou.
A iniciativa surge em um momento em que instituições financeiras europeias enfrentam crescente pressão para oferecer acesso a Bitcoin e Ethereum dentro de estruturas reguladas. Com a implementação do MiCAR, bancos tradicionais passaram a competir diretamente com plataformas especializadas em negociação de criptomoedas.












