- Mercados asiáticos sobem após queda do petróleo
- Trump indica possível fim da guerra com Irã
- Petróleo recua após tensão no Estreito de Ormuz
Os mercados asiáticos iniciaram o pregão desta terça-feira em território positivo, reagindo à forte queda nos preços do petróleo e ao avanço das bolsas norte-americanas. O movimento ocorre após declarações do atual presidente dos EUA, Donald Trump, sugerindo que o conflito com o Irã pode estar próximo do fim.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi liderou a recuperação regional ao registrar alta superior a 5% logo na abertura. O índice de tecnologia e empresas de menor capitalização Kosdaq também avançou com força, registrando ganhos acima de 4%.
Outros mercados da região acompanharam o movimento. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 abriu com valorização de 1,35%. Já no Japão, o Nikkei 225 registrou alta de 1,66%, enquanto o índice Topix avançou cerca de 1,3%.
Em Hong Kong, os contratos futuros do Hang Seng indicavam estabilidade, sendo negociados em torno de 25.370 pontos, valor próximo do último fechamento do índice à vista, que havia encerrado em 25.408,46 pontos.
O principal fator por trás do alívio nos mercados foi a queda expressiva nos preços do petróleo. O Brent internacional recuou cerca de 10%, sendo negociado próximo de US$ 88,90 por barril por volta das 21h10 (horário do leste dos EUA) na segunda-feira.
O petróleo bruto dos Estados Unidos também registrou forte queda, com baixa superior a 9%, sendo negociado próximo de US$ 86,05 por barril. A correção ocorreu depois que os preços haviam ultrapassado a marca de US$ 100 durante as negociações da segunda-feira, refletindo o impacto das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O recuo aconteceu após Trump afirmar que considera assumir o controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo. Durante entrevista a um repórter da CBS News, o presidente declarou que “a guerra está praticamente concluída”.
O estreito é responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo, o que torna qualquer interrupção no local um fator capaz de provocar forte volatilidade no mercado energético.














