- Bolsas asiáticas hoje reagem ao conflito no Irã
- Petróleo dispara com tensão no Estreito de Ormuz
- Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 fecham mistos
As bolsas asiáticas hoje iniciaram a terça-feira em direções distintas, refletindo a continuidade do conflito no Irã pelo quarto dia seguido. A escalada das tensões no Oriente Médio ampliou a cautela entre investidores e pressionou parte dos índices da região Ásia-Pacífico.
O movimento ganhou força após relatos de que o Irã teria anunciado o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo bruto dos Estados Unidos subiram 0,95%, a US$ 71,91, enquanto o Brent avançou 1,29%, sendo negociado a US$ 78,76 por barril.
Dados da Kpler indicam que mais de 14 milhões de barris por dia passaram pelo Estreito em média no último ano, volume que representa quase um terço das exportações marítimas globais de petróleo bruto. O risco de interrupção nesse fluxo elevou a volatilidade nos mercados de energia e impactou diretamente as bolsas asiáticas.
Na Coreia do Sul, o Kospi recuou quase 2%. Em contraste, empresas do setor de defesa registraram ganhos expressivos, com algumas ações disparando mais de 20%, acompanhando a busca por ativos ligados à indústria militar em meio ao aumento das tensões geopolíticas.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,17%, devolvendo parte do desempenho positivo observado no início da semana. No Japão, o Nikkei 225 perdeu 1,23%, enquanto o Topix recuou 1,3%, ampliando as perdas da sessão anterior.
Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,42%. Já o CSI 300, que reúne as principais empresas listadas na China continental, avançou 0,13%, destoando do tom predominante na região.
Nos Estados Unidos, os índices encerraram o pregão anterior sem direção única. O S&P 500 subiu 0,04% após recuperar parte das perdas no fim do dia. O Nasdaq Composite avançou 0,36%, revertendo uma queda intradiária mais acentuada.
O Dow Jones Industrial Average terminou em baixa de 0,15%, aos 48.904,78 pontos, depois de ter chegado a recuar quase 600 pontos nas mínimas da sessão, sinalizando o aumento da sensibilidade global aos desdobramentos no Oriente Médio e aos impactos nos preços do petróleo.














