- Conflito no Irã derruba ações da Ásia
- Petróleo em alta impulsiona setor de energia
- Companhias aéreas sofrem com custos de combustível
Entre as maiores perdas, a Singapore Airlines recuou mais de 6%. No Japão, a ANA Holdings e a Japan Airlines caíram mais de 4%. Em Hong Kong, a Cathay Pacific perdeu 3,63%.
Na Austrália, a Qantas registrou queda superior a 4%, movimento semelhante ao da EVA Air. Investidores avaliaram o aumento nos custos de combustível e as dificuldades operacionais causadas por restrições no espaço aéreo da região.
O petróleo reagiu fortemente ao agravamento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, intensificadas após a morte do aiatolá Ali Khamenei. O atual presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as operações militares continuarão depois da morte de três militares americanos.
Os contratos futuros do WTI chegaram a subir cerca de 8% antes de reduzir os ganhos para aproximadamente 4%, negociados a US$ 69,68. O Brent avançou para US$ 76,13 por barril. O ouro também subiu 2,3%, refletindo a busca por proteção em meio à incerteza global.
Com a valorização do petróleo, empresas de energia lideraram os ganhos. A Woodside Energy, a Inpex Corporation e a China National Offshore Oil Corporation avançaram mais de 5%.
No setor de defesa, os ganhos foram mais moderados. A Mitsubishi Heavy Industries, a Kawasaki Heavy Industries, a IHI Corporation e a ST Engineering registraram leves altas, enquanto os mercados da Coreia do Sul permaneceram fechados por feriado.
Nos índices, o Nikkei 225 caiu 1,2%, e o Topix recuou 1,34%. O Hang Seng Index abriu em queda de 1,15%, enquanto o CSI 300 perdeu 0,25%. O S&P/ASX 200 recuou 0,48%, com parte das perdas compensadas pelo avanço das ações ligadas a petróleo e ouro.
Nos EUA, os futuros também apontaram queda superior a 1%, refletindo a cautela global diante da tensão no Oriente Médio.














